Por: Taciana Giesel – jornalista e colaboradora
A Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) realizaram nos dias 4, 5 e 6 de junho, em Brasília o I Fórum Nacional de Cooperativismo Médico. O primeiro dia de debates abordou temas como o cooperativismo de crédito, o cooperativismo e o SUS, e os desafios da Unimed.
“Nós estamos procurando através deste Fórum colocar pari passo a posição de todas as entidades médicas e inclusive a posição das cooperativas. Há muitas diferenças entre cooperativas, então nós estamos procurando um consenso para que se possa tomar atitudes que sejam únicas de todas as entidades médicas,” apontou o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e membro da diretoria da FENAM, Paulo Argollo.
Bichara acrescentou ainda, que a FENAM sempre teve como frente a melhoria nas relações do trabalho médico e que o Fórum realizado esta semana vem colaborar com estes objetivos. “Nós estamos trabalhando na linha em que precisamos uniformizar a prestação de serviço médico, seja através de cooperativa, de concurso público, o que não podemos mais, é trabalhar com contratos precarizados como existe hoje no Sistema Único de Saúde.”
No debate sobre os desafios do Sistema Unimed, Eduardo Santana, presidente da Federação Nacional dos Médicos ressaltou que os desafios do Sistema é utilizar o processo de criação e de organização para se criar uma referência no cooperativismo médico de todo o país e criar uma integração entre as pautas da categoria médica com este instrumento de trabalho.
O representante da Unimed do Brasil, Celso Correia de Barros, acrescentou que o Sistema Unimed é responsável por 33% da Saúde suplementar do Brasil. “É de grande relevância discutir os problemas que a Unimed enfrenta, já que representamos 110 mil médicos cooperados. Esperamos sair daqui com alguma meta definida”
O Fórum deixou os participantes e os organizadores satisfeitos com o resultado dos debates. O Presidente da FENAM, Eduardo Santana apontou que suas expectativas para o resultado do evento são positivas, mas fez uma importante observação. “Precisamos reconhecer o cooperativismo como um grande instrumento de organização do trabalho. É fundamental que ele se sedimente, se concretize cada vez mais e se mostre como uma grande alternativa à assistência de saúde. Por outro lado é preciso que todas as entidades aqui saiam defendendo as mesmas bandeiras: Não à precarização da relação de trabalho e Sim à organização do trabalho médico através da cooperativa.”