Por: Lenir Camimura – Informativo Fenam
O impacto econômico da implantação do TISS para os prestadores deve chegar a R$ 9,5 bilhões até 2012. A expectativa é resultado do modelo de avaliação sócio-econômica da adoção do padrão, que está sendo adaptado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As operadoras de planos de saúde, por sua vez, devem investir até R$ 1,2 bilhões, enquanto o próprio órgão regulador deve ter uma aplicação de R$ 6,9 milhões.
Os dados, que foram apresentados durante o Seminário Internacional do TISS, no início da semana, estão dentro do esperado pela Agência. Segundo especialista em regulação, da diretoria de Desenvolvimento Setorial, da ANS, Carlos Eduardo Figueiredo, os valores foram contabilizados a partir dos custos de adoção de hardware, software e treinamento de pessoal para operar o TISS.
Para as operadoras, o custo, por beneficiário, é de R$ 1,04, enquanto a média de custo para a informatização dos estabelecimentos – levando em consideração todos os estabelecimentos que prestam serviços de saúde, como laboratórios, hospitais, clínicas especializadas e consultórios médicos – é de R$ 5.953, sem entrar, nessa conta, o treinamento dos 350 mil empregados do setor – secretárias, faturistas, etc – que vão operar o sistema eletrônico. Para os 180 mil consultórios médicos, especificamente, segundo Figueiredo, o custo de informatização – hardware e software – deve ficar a R$ 1,8 mil, para cada.
Para compensar a dificuldade dos médicos para arcar com os custos logísticos da implantação do TISS, a ANS, juntamente com FENAM, está negociando a abertura de linhas de crédito para os prestadores junto ao BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica. Segundo o especialista, há um esforço para que essa facilitação de crédito aconteça o mais rápido possível, permitindo uma taxa de juros menores, mais acessíveis e diferenciadas.
O custo da transação, isto é, das guias, chegam a R$ 0,29 para o documento em papel; R$ 0,18 para transações eletrônicas e com conectividade terceirizada; e R$ 0,09 para troca de informações eletrônicas com conectividade própria. A expectativa é que até os próximos quatro anos, o mercado saia de uma média de transações eletrônicas de 150 milhões para 400 milhões. A troca efetuada por meio de guias de papel, por sua vez, deve cair de cerca de 300 milhões de transações para a metade, 150 milhões.
O modelo de avaliação reúne as fontes de dados dos membros do Copiss, as metolodologias de cálculo de custo-benefício (WTP), retorno de investimento e efetividade. A soma dessas ferramentas permite ao setor mensurar os ganhos com o TISS e também seu impacto econômico. O custo, neste período deve ter um aumento pequeno, se comparado, principalmente, com o crescimento dos benefícios que a implantação do TISS vai proporcionar. Pelos cálculos da ANS, o benefício liquido anual será de 7,2%, tendo em vista a simplificação do processo administrativo e o aumento da produtividade, principalmente.
A ANS ainda listou como benefícios aos usuários a melhoria da Atenção à Saúde e o atendimento mais rápido; aos prestadores, os demonstrativos de pagamento e Análise de Contas, a redução das glosas e o faturamento mais rápido; para as operadoras, a redução de custos administrativos e a redução de provisões; e, à própria ANS, os benefícios são a formulação de políticas a partir dos dados e o subsídio para estudos epidemiológicos.
Para o especialista, um reforço no investimento deve ser notados nos anos de 2007 e 2008, quando foram previstas as adesões dos hospitais e dos consultórios, respectivamente. Depois deste período, a tendência será reduzir os custos de implantação do TISS, que devem ser contabilizados pelas novas operadoras e prestadores que começarem o processo de adoção do sistema e pela manutenção dos que já estão inseridos na padronização.
Acredito que a implementação do TISS vai gerar uma grande diminuição da burocracia existente hoje nos hospitais. Acho que um sistema eletrônico para troca de informações vai gerar economia de tempo, maior produtividade e menos erros administrativos.
Isso é uma arbitrariedade e um tremendo golpe nos bolsos dos médicos e prestadores em geral. R% 5900,00 apenas para aquisição de software/hardware/treinamento de pessoal, mas e a manutenção de todo esse processo, é de graça? E as licenças de softwares (que não são livres, ao contrário do que o governo federal promove)? E a terceirização do faturamento, transferindo o ônus de digitação e conferência de planilhas das operadoras para os médicos? E o sigilo médico-paciente (nem minha secretária pode saber a doença de meu paciente, quanto mais uma empresinha de idoneidade duvidosa que surge do nada e assume a terceirização de todo o faturamento médico no país)? E os médicos do interior do país, que não têm e nem nunca terão computador, secretárias, acesso à internet? Os funcionários da ANS estão loucos ou é muita pilantragem mesmo? Não aceito e nunca aceitarei esta palhaçada! Eu e todos os meus colegas formadores de opinião iremos boicotar essa atrocidade da ANS!
Acredito que o TISS entrou para otimizar as rotinas nos hospitais, clinicas, consultórios e planos de saúde.
Falta apenas eliminar os papéis que ainda persistem em mantê-los.
Parabéns pelo “primeiro passo” ou seja, ünificação das guias.
A TISS já é uma realidade, e veio contribuir sobremaneira na melhoria dos processos dos prestadores.
Um abraço,
Douglas Trindade