Por: Taciana Giesel
Diretores da FENAM apontam a importância do evento que já atingiu o limite de inscrições
(escute esta matéria na rádio FENAM)
Tudo pronto para a realização do IV Seminário Médico Mídia. O evento, que acontece no Rio de Janeiro, de 16 e 17 de abril,no Windsor Plaza Copacabana, vai reunir renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como políticos e especialistas na área de tecnologia da informação.
Para o presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, o seminário é importante para fortalecer o entrosamento entre profissionais médicos e a mídia para que a sociedade possa obter informações de uma maneira mais clara e objetiva. “A preocupação dos médicos não é só com a Saúde de seus pacientes dentro das quatro paredes do seu consultório, é com a saúde pública e com a clareza que a população pode obter suas informações. Por isso é fundamental que possamos criar um excelente entrosamento com a mídia, com a política, para que o nosso trabalho também possa render entre o conjunto da comunidade,” apontou o presidente.
Argolo também diz que a relação do médico com a mídia ainda é de medo e que o Seminário vai ajudar a aproximação entre jornalistas e profissionais médicos. “O médico é treinado para um trabalho extremamente recluso, na intimidade do paciente, com muito cuidado a respeito do sigilo – exatamente o contrário do que espera o jornalista quando entrevista o médico. De maneira que normalmente o médico tem muito medo de lidar com a mídia, é importante que agente faça estas aproximações para que os jornalistas conheçam melhor a maneira de pensar e a atuação dos médicos e também, para que os médicos entendam melhor o trabalho dos jornalistas, principalmente para perder o medo”
A FENAM tem investido na relação entre os profissionais da área médica com a imprensa, e utiliza diversos meios de comunicação, como rádio web, TV web, atua em redes sociais como Orkut, Youtube e twitter, além de já contar com um portal 2.0, que permite a interação dos leitores com os comunicadores. O 2º vice presidente da FENAM, Eduardo Santana, falou sobre esta migração:
“Quando a FENAM e apostou em sair da sua situação de 1.0 e ir para a situação de 2.0 ela disse pontualmente: Doravante é impossível fazer com que os grandes objetivos que a categoria medica tem, de atender as necessidades de crescimento, de excesso de informação e do uso dos serviços de saúde, é impossível que nos possamos avançam conforme a sociedade precisa, se nos não dominarmos todos os instrumentos e toda a tecnologia de informação disponível. Nós estamos olhando o 2.0 como alguns já estão olhando o 2.5 e quem sabe 3.0.”
Talvez isso explique, o número recorde de inscritos – as inscrições atingiram o limite antes de um mês da realização do evento – o secretário de comunicação da FENAM, Waldir Cardoso, atribuiu o sucesso da edição às mídias utilizadas na divulgação do evento e à qualidade das palestras e palestrantes.
“Eu acho que este sucesso reflete a qualidade da quarta edição e também nós temos utilizado todas nossas mídias: a começar pelo portal, utilizados o Blog Fala Médico, o twitter, as comunidade Movimento Médico, no Orkut, Youtube, Videolog e Vimeo, o nosso informativo eletrônico encaminhada para mais de 30 mil médicos, de maneira que a qualidade das mesas e dos palestrantes, aliado a esta ampliação e a utilização de todas estas mídias está nos trazendo este resultado mais do que o esperado”
A IV edição do evento vai abordar o papel da mídia, e trazer palestras sobre como dar uma boa entrevista, as novas tecnologias de informação, entre outras. Cid Carvalhaes, médico, advogado e diretor da FENAM, é o palestrante sobre o tema de direito de resposta e retratação do Seminário e falou quando é preciso usar esta ferramenta diante de uma notícia não verdadeira.
“O indivíduo que injustamente é enfocado no noticioso evidentemente merece uma oportunidade de esclarecimento, principalmente quando se dá uma conotação muito mais grave do que o quadro realmente representa. Além disso, o papel da imprensa é de esclarecer e de informar e não de distorcer. Toda vez que alguém se sente distorcido por uma noticia que foi dada, é evidente que há reparação disso como direito de resposta, esclarecimento ou até mesmo o direito de ressarcimento indenizatório, se for o caso.”


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