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Arquivo da categoria ‘denúncia’

Por: Taciana Giesel

ImageO presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, criticou as declarações dadas pelo Ministro da Saúde na manhã desta quarta-feira (12). Padilha reforçou a idéia de trazer médicos estrangeiros sem revalidação de diplomas para atenderem exclusivamente a população mais pobre em regiões mais desassistidas.

As declarações foram apresentadas durante audiência pública na CCJ da Câmara dos Deputados. Segundo o presidente da FENAM a iniciativa põe em risco a saúde da população brasileira.

“Esses médicos não entenderão as demandas dos pacientes, não falarão nossa língua e o pior, não saberemos a procedência nem o nível de qualificação destes profissionais, ” destacou Ferreira.

Parlamentares presentes na audiência também questionaram a proposta, considerada polêmica pelo próprio ministro.

“Com todo respeito, ministro, mas na medicina quando propomos diagnósticos sem certezas, corremos o risco de levar a morte dos pacientes,” provocou o deputado Henrique Fontana.

“O bom médico estrangeiro também não vai ficar satisfeito em vir trabalhar aqui, com consultas pagas pelo SUS a R$ 10. Temos que investir em uma carreira de estado, com salários decentes,” destacou o deputado Ronaldo Caiado (DEM/MS).

Há médicos suficientes no país

De acordo com estudos, há médicos brasileiros suficientes para atender a população, mas de acordo com entidades médicas nacionais (FENAM, CFM e AMB) o governo precisa oferecer condições de trabalho e salários atrativos.

“Cerca de 17 mil médicos são lançados anualmente no mercado brasileiro. Muitos estão desempregados, vivendo de bicos ou com contratos precários. Um concurso público nacional, com atrativos e salários decentes resolveria o problema a curto prazo,” destaca Ferreira.

A FENAM defende uma carreira de estado, com progressão na carreira. De forma emergencial, sugere que o Governo realize concurso público para absorver os médicos brasileiros.

Veja a reportagem:

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O feriado do dia 1º de maio foi marcado com uma grande manifestação na cidade de Natal (RN). Associações Médicas; sindicatos; Federações; autoridade e representantes de diversas áreas da saúde fizeram do evento um marco na história da classe médica. Confira !!! Clique aqui: 1º de Maio: “Meu Trabalho tem Valor”

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Cuiabá, Mato Grosso, visita Pronto socorro, prefeitura, Kamil, Elza de Queiroz, reivindicações, direitos humanos, dossiê, denuncias.

A Diretoria da Federação Nacional dos Médicos visitou o Pronto Socorro do município de Cuiabá (MT) no último dia 16, terça-feira. Entre os presentes estiveram o Presidente da Fenam, Geraldo Ferreira; o Secretário de Direitos Humanos, José Murisset; o Secretário de Saúde do município, Hussein Fares Kamil; a presidente do sindicato do Estado, Elza de Queiroz e o Diretor Werley Peres.

Para Kamil, a visita da Fenam dá forças para mostrar as grandes dificuldades em que se encontra a saúde de Cuiabá, bem como de todo o Mato Grosso. “Em particular, ainda a muito que melhorar na realidade do Pronto Socorro, a mudança acontece com o tempo, estamos começando a andar”.

“A Federação tem o papel de nos auxiliar nas reivindicações junto aos governos estaduais e municipais. Com apoio e força, a Fenam se faz presente em nosso Estado”, comentou Elza Queiroz.

Na mesma tarde, uma reunião foi realizada entre os médicos do Pronto Socorro; médicos do interior do Estado; Associação Médica; Conselho Regional de Medicina; o Vereador Maurélio Ribeiro. No encontro um dossiê de denúncias contra a violação dos direitos humanos foi entregue ao presidente da Fenam.

Fonte : Imprensa FENAM

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Estudantes do Centro Acadêmico de Medicina Albert Sabin (CAMED) da Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro – que é uma das escolas médicas mais tradicionais do País – estiveram na Federação Nacional dos Médicos no final da tarde de ontem (21) pedindo apoio contra a situação de precarização do ensino médico em que se encontra a universidade.

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O presidente do CAMED, Rafael Iwamoto, alega que a atual mantenedora da universidade não tem compromisso com o desenvolvimento das atividades acadêmicas, “tanto que professores, funcionários e estudantes se encontram em greve. Ao total são 2.150 médicos que ficarão prejudicados se alguma atitude do Governo não for tomada”.

“O caos deste momento já deixou de ser um problema de educação e passou a ser um problema na saúde pública, pois os estudantes de medicina não têm mais condições de um futuro melhor, precisamos agir rápido”, disse o vice-presidente do Centro Acadêmico, Rodrigo Rocha.

Um dossiê com todas as denuncias feito pelo movimento médico foi entregue ao presidente. No encontro ficou acordado que a Fenam também irá apoiar o movimento médico para a próxima audiência pública no Senado Federal do dia 2 de abril. “A Federação apoia essa luta no que for possível e dará espaço na audiência para os estudantes pautar o caso da Universidade Gama Filho”, explicou o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira.

Entre os estudantes também estiveram presentes, Edvaldo Guimarães;Iago Gadelha; e Judas Tadeu dos Santos.

Fonte: Viviana Lira

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Representantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) vistoriaram a situação de trabalho dos colegas e o atendimento da população em Salvador (BA). A Maternidade de Referência Prof. José Maria de Magalhães Netto, recebeu uma atenção maior da comitiva devido à greve dos médicos que se iniciou há 12 dias. Os profissionais reivindicam o direito de ter carteira assinada, piso FENAM e melhores condições para trabalhar. O presidente da Federação Nordestina dos Médicos, José dos Santos Menezes, fala sore o caso e o presidente da FENAM reforça a importância da luta e união do movimento médico.

Assista aqui a reportagem completa: http://web.fenam2.org.br/tv/showData/403254

Em Salvador (BA),  Maternidade de Referência Prof. José Maria de Magalhães Netto têm pacientes nos corredores.

Em Salvador (BA), Maternidade de Referência Prof. José Maria de Magalhães Netto têm pacientes nos corredores.

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A pedido das entidades médicas nacionais (FENAM, CFM e AMB), o senador Paulo Davim (PV-RN) e o deputado Eleuses Paiva (PSD-SP) convocaram uma audiência pública para mostrar a força dos médicos diante das questões que envolvem a saúde brasileira. Pretende-se mobilizar o maior número de profissionais da classe para marchar à Brasília, no dia 2 de abril e ocupar o auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. O debate está previsto para iniciar às 9h e dentre vários temas, destacam-se a importação de médicos, financiamento da saúde e a gratificação de desempenho dos médicos federais.”Eu e o deputado Eleuses estamos convocando todos para fazer um grande encontro, discutindo todos os assuntos de interesse para que juntamente com as entidades possamos ter uma posição coesa e tomar estratégias para guiar o movimento”, explicou Davim. Assista na FENAM TV !

A ideia surgiu após uma reunião no Ministério da Educação, onde foi pautado o aumento do número de vagas em medicina. Espera-se em torno de 400 lideranças médicas. Os Ministérios da Saúde e da Educação, como também Universidades serão convidadas a compor a mesa.

“Precisamos de todos vocês, para que consigamos inundar a audiência e sensibilizar todos os parlamentares para que os ecos da nossa manifestação alcancem o Palácio. Queremos seriedade, competência e recursos. Dia 2 de será uma grande virada da saúde”, destacou Paiva. Assista na FENAM TV !

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, completa que o clamor da categoria precisa ser ouvido e suas bandeiras respeitadas.

“Já que no nosso entendimento existem médicos o suficiente e o governo intervém de forma brutal, há uma rejeição absoluta de se importar médicos e oferecer uma medicina de baixa qualidade. Os médicos precisam ser valorizados e vamos mostrar nosso poder de luta”.

DIA 02 DE ABRIL, TODOS EM BRASÍLIA!

Clique aqui e mostre o seu apoio colando o selinho. Fique a vontade para compartilhar com os amigos e familiares.

Fonte : Fernanda Lisboa

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A Corte Interamericana de Direitos Humanos, sediada em São José da Costa Rica, é uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A Corte Interamericana de Direitos Humanos, sediada em São José da Costa Rica, é uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Entre os dias 02 e 06, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira; o vice, Otto Batista; e os diretores Vânio Lisboa e Roberto Murisset estiveram na sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, apresentando denúncias sobre a calamidade em que se encontra a saúde pública brasileira. A Federação foi recebida pelo presidente da Corte, Diego García-Sayán, e pelo juiz Roberto de Figueiredo Caldas.

No encontro, o presidente da FENAM deixou claro aos presentes que a saúde pública do Brasil vem ferindo a dignidade do cidadão. “Colocamos para a Corte que a nossa saúde deixa a desejar, violando até mesmo a Constituição do País, no sentido de violação dos direitos humanos”.

Os diretores repassaram que a população, principalmente a mais carente, quando procurava os serviços de urgência e emergência [no serviço público] não recebia tratamento adequado. Citaram, por exemplo, que em alguns estados como no Rio Grande do Norte; Rio de Janeiro; Mato Grosso; Espírito Santo; Santa Catarina e Belém , existem ações na justiça há mais de 10 anos, exigindo que os pacientes não fiquem nos corredores dos hospitais.

“Infelizmente é comum ficarem centenas de pacientes tumultuados, fazendo até mesmo suas necessidades sem privacidade. Desta forma, exigimos que os pacientes tenham direito ao leito de internamento; UTIs; colchões; lençóis – isso é o mínimo”, explanou o presidente.

Geraldo avaliou que a Corte tem se mobilizado para cobrar do Brasil um direito digno da pessoa humana e que “a Corte pede que haja um estímulo da sociedade para cobrar estes direitos sociais – ela está do nosso lado”.

O secretário de Direitos Humanos, Discriminação e Gênero da FENAM, José Murisset, analisou que a atitude da Federação de ir até a Corte reivindicar sobre o tema não é um caso inédito. “Chegando à Costa Rica, nos deparamos com a informação de que vários países buscam a mesma solução de dignidade humana referente à saúde para o seu respectivo País, e os casos são bem resolvidos. Com isso, podemos dizer que o Brasil tem solução”.

Segundo Ferreira, a visita da FENAM à Costa Rica de alguma forma acrescentou para agilizar a melhoria de direito digno a sociedade. Com os manifestos, marchas e passeatas por todo o Brasil, “o Governo se sente ainda mais pressionado para melhorar a assistência à população, tanto que foi feito um almoço , no Ministério da Saúde, no último dia 5, junto às entidades médicas para analisar a situação calamitosa a qual nos encontramos”.

Na volta para o Brasil, prevista para início da próxima semana, os diretores se encontrarão com a Comissão de Direitos Humanos para dar o formato legal da denúncia. “Após reunião com o jurídico da FENAM; Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação médica Brasileira (AMB) vamos entregar um dossiê com denúncias de vários estados, pois não podemos permitir que esta calamidade continue ferindo a Constituição Federal”, finalizou Ferreira.

Depois de feito o dossiê, com os trâmites legais exigidos pela Corte, a Federação irá entregar o documento na sede, em Washington (EUA).

Fonte: Viviana Lira

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Com a ofensiva da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contra os planos de saúde que descumprem prazos, que já resultou na suspensão de produtos de várias empresas, o Senado voltou a colocar o tema em destaque nas discussões da Casa.

Nesta semana, a ANS proibiu a comercialização de 301 planos de saúde, administrados por 38 operadoras, por descumprimento de prazos para atendimento médico, realização de exames e internações. Em julho, pela mesma razão, outros 268 planos já haviam sido suspensos. Novas avaliações serão feitas a cada três meses, segundo o diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin, e poderá haver mais suspensões.

O embate envolve os usuários dos planos, que reclamam dos altos preços das mensalidades e da qualidade do serviço prestado, com longas filas de espera e negativas de realização de procedimentos; os médicos, que se sentem injustiçados com os baixos honorários pagos por seus serviços; e os planos de saúde, que alegam não ter recursos para cobrir os custos, especialmente com o atendimento aos idosos, e pedem até uma revisão do marco regulatório do setor.

Audiência

As comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) devem discutir, em audiência pública conjunta no dia 30 deste mês, as suspensões decretadas pela ANS, além da situação dos planos de saúde, cobranças abusivas e problemas no atendimento. A reunião deve contar com a participação de Maurício Ceschin.

Um dos proponentes da audiência, o senador Paulo Paim (PT-RS) é crítico do padrão de atendimento a que são submetidos os usuários dos planos. Ele lembra que, de 2001 a 2012, a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 115,26%, enquanto o reajuste dos planos de saúde foi de 160,92%. A discrepância, ressalta o senador, causa prejuízos para os trabalhadores e aposentados, que não têm reajustes salariais na mesma proporção.

Com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Paim também aponta o grande número de reclamações dos usuários, seja por negativa de cobertura, reajuste abusivo de mensalidades ou descredenciamento de médicos e hospitais sem informação prévia. Só no primeiro semestre deste ano, segundo o senador, foram registradas quase 8 mil reclamações contra operadoras de planos de saúde.

Protestos

Entre os dias 10 e 25 de outubro, médicos de todo o país participarão de um protesto nacional contra o que consideram abusos cometidos pelos planos e seguros de saúde. Para marcar o início da mobilização, na próxima quarta-feira (10), os profissionais realizarão atos públicos, como assembleias, caminhadas e concentrações. A partir das decisões tomadas em assembleias locais, a categoria poderá suspender, por alguns dias, consultas e outros procedimentos eletivos por meio de guias dos convênios,

A mobilização é articulada por três entidades que representam a classe médica nacionalmente – Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos – e o cronograma da suspensão dos atendimentos está sendo definido por comissões estaduais.

Um dos principais motivos da paralisação são os baixos repasses feitos pelas operadoras de planos de saúde aos médicos que integram as redes credenciadas. Além de reajuste nos honorários, os médicos pedem o fim do que acreditam ser uma interferência antiética das operadoras na relação médico-paciente. Também reivindicam a inserção, nos contratos, de índices e periodicidade de reajustes – por meio da negociação coletiva pelas entidades médicas – e a fixação de outros critérios de contratualização.

Propostas

Atentos à situação crítica da relação entre usuários e planos de saúde, os senadores vem apresentando uma série de propostas para regular seu relacionamento e diminuir a quantidade de queixas.

O PLS 165/2011, do senador Lobão Filho (PMDB-MA), por exemplo, disciplina as relações entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e seus prestadores de serviços, especialmente os médicos. O texto busca, entre outros pontos, reduzir as possibilidades de descredenciamento de prestadores de serviço e de profissionais de saúde, quase sempre feito sem qualquer tipo de aviso, e aumentar o prazo necessário para a comunicação ao titular do plano afetado por alterações, sejam elas de prestadores de serviços ou de profissionais de saúde.

Além disso, o projeto vincula qualquer redução da rede de serviços de saúde, e não apenas da rede hospitalar, à autorização expressa da ANS, mediante parâmetros definidos; e estabelece que o desligamento do profissional de saúde pela operadora deve ser obrigatoriamente motivado, justo e executado mediante processo administrativo, com garantia de direito à ampla defesa e ao contraditório, no intuito de evitar abusos prejudiciais ao profissional e aos beneficiários. A matéria aguarda votação na CAS.

Reajustes

Outro projeto em tramitação diz respeito ao pagamento realizado aos profissionais credenciados pelos planos de saúde. O PLS 380/2011, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), estabelece que os aumentos nas mensalidades dos planos de saúde deverão representar melhoria dos honorários pagos aos profissionais de saúde credenciados.

O substitutivo apresentado pelo relator na CAS, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), determina a fixação de percentuais mínimos de reajuste não só para médicos – como previa a proposta original -, mas para outros profissionais de saúde, como enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas.

O projeto também estabelece que a Agência Nacional de Saúde (ANS) estipule reajustes regulares para procedimentos e eventos em saúde cobertos pelas operadoras. A exemplo dos aplicados nos honorários dos profissionais de saúde, esses percentuais de aumento não poderão ser inferiores aos cobrados nas mensalidades de seus usuários. A matéria aguarda análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Cobertura

Outro projeto de Eduardo Amorim obriga a reparação ao paciente em casos de recusa não justificada de cobertura. O PLS 407/2011 estabelece que planos e seguros de saúde que recusarem atendimento em casos de emergência e urgência poderão ser obrigados a reparar os pacientes por danos morais.

De acordo com a Lei 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde), são considerados casos de emergência “os que implicarem risco imediato de vida ou de lesões irreparáveis para o paciente, caracterizados em declaração do médico assistente”. Os casos de urgência são “os resultantes de acidentes pessoais ou de complicações no processo gestacional”. A lei já obriga o atendimento nesses casos. A matéria, aprovada na CAS, aguarda relatório do senador José Agripino (DEM-RN) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Princípios

A instituição de princípios a serem respeitados pelos planos de saúde no atendimento aos usuários é objeto de outra proposição recente. O PLS 475/2011, do senador Humberto Costa (PT-PE), estabelece que os planos de saúde deverão respeitar a integralidade das ações em saúde, de acordo com a segmentação contratada; a atenção multiprofissional; e a autonomia e a integridade física e moral das pessoas assistidas. O projeto exige ainda ações que promovam a saúde e previnam riscos e doenças e que evitem a estigmatização das pessoas assistidas.

O projeto, já aprovado pela CAS, também recomenda o estímulo a práticas assistenciais alternativas à institucionalização na atenção aos transtornos mentais, bem como a utilização da epidemiologia para o monitoramento da qualidade das ações e para a gestão em saúde e prevê até a garantia do direito das pessoas à informação sobre seu estado de saúde e o estímulo ao parto normal. A proposição seguiu para exame da Câmara dos Deputados.

Modalidades

A multiplicação dos planos coletivos é outra preocupação dos parlamentares. Proposta do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) torna obrigatória a oferta das modalidades individual ou familiar nos plano de saúde (PLS 288/2012). Segundo o senador, de acordo com dados da Agência de Saúde Suplementar (ANS), mais de 70% dos planos de saúde são planos empresariais.

Para Vital, priorizar a comercialização dos planos de saúde coletivos em detrimento dos planos individuais ou familiares é uma estratégia das operadoras para fugir da regulação. Isso porque apenas os planos individuais têm os reajustes anuais determinados pela ANS.

Já os planos coletivos não se sujeitam à interferência da agência na negociação dos seus reajustes, que ocorre diretamente entre a operadora e a empresa contratante. Segundo Vital, a consequência é o fenômeno da “falsa contratualização”, em que os interessados são obrigados a estabelecer uma associação, sob determinado CNPJ, apenas para viabilizar a contratação de um plano de saúde.

O projeto de Vital aguarda relatório do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) na CAE.

Outra proposta de Vital do Rêgo obriga as operadoras de planos de saúde a garantir atendimento de emergência em hospitais de grande porte e estabelece multa de R$ 5 mil pelo descumprimento da medida (PLS 330/2012).

De acordo com Vital, em caso de recusa de cobertura, os pacientes ou seus familiares são forçados a buscar o auxílio do Poder Judiciário, situação que se agrava em momentos de angústia provocados pela doença. O projeto ainda aguarda designação de relator na CAS.

Fonte : Agência Senado

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Foto: Divulgação

AL: médicos das unidades de saúde protestam contra decisão que mandou prender legistas
Não sou bandido, represento uma categoria importante para a sociedade”

 

25/09/2012
Médicos de todas as unidades de saúde do município de Alagoas realizam hoje durante uma hora paralisação nos atendimentos. O ato é um sinal de protesto contra a determinação judicial que pediu a prisão dos médicos legistas e do presidente do Sinmed-AL, Wellington Galvão. Proferida na noite do último sábado (22), a medida do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho, também requer o pagamento de uma multa diária de 10 mil para o Sinmed e prevê a liberação dos corpos sem necropsia pela IML.

“Os médicos de Alagoas estão demonstrando que a categoria têm força. Não sou bandido, represento uma categoria importante para a sociedade e luto pelo bem estar daqueles que tanto fazem bem à população,” destacou o dirigente.

Com péssimas condições de trabalho e baixos salários, os legistas do Instituto Médico Legal de Maceió e Arapiraca retomaram greve na última sexta-feira, 21 de setembro. “É uma imoralidade a saúde no estado de Alagoas”, criticou Wellington Galvão.
Galvão chegou a ser preso na tarde da última segunda-feira (24), mas logo foi liberado. Houve protesto dos médicos na delegacia repudiando a prisão.

Diversas entidades médicas, emitiram nota de repúdio contra a decisão judicial. Na tarde desta terça-feira nova reunião com o governo está agendada para ás 16 horas.

A categoria exige a média salarial do nordeste, em torno de 9 mil reais. Em Alagoas a média é de R$ 2,8 mil.

Fonte : Taciana Giesel

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Em passagem por Natal, nesta terça-feira (18), a Comissão de Direitos Humanos da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) constatou o caos na saúde pública do Rio Grande do Norte. Pacientes em macas e sem previsão de atendimento, corredores servindo de quarto de internação, falta de medicamentos, e lixo espalhado. Esses são apenas alguns dos problemas apurados pela comissão no maior hospital público do estado, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, e que consistem no desrespeito à dignidade humana.

Acompanhados do presidente da Fenam (Geraldo Ferreira Filho), o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriçá, e o representante da Fenam, José Roberto Murisset, fizeram uma vistoria no Hospital Walfredo Gurgel, que resultará em um relatório a ser entregue ao Ministério da Saúde e à Organização dos Estados Americanos (OEA). Após a finalização do relatório, prevista para próxima semana, os conselheiros irão requisitar a intervenção federal do sistema público de saúde do RN, tendo em vista que o próprio Governo Estadual declarou estado de calamidade pública na saúde há mais de dois meses e o quadro de caos no setor não foi alterado.

“A ideia de trazer a comissão à Natal ocorreu em virtude das graves violações que os direitos dos cidadãos têm sofrido em Natal, particularmente na assistência a saúde. Nós notamos que os hospitais não dão a menor dignidade ao atendimento”, disse Geraldo Ferreira, que também é presidente do Sinmed-RN. Segundo Ferreira, a comissão deve ainda convocar, em Brasília, uma coletiva com correspondentes estrangeiros para comunicá-los dos crimes que são cometidos contra os cidadãos potiguares nos hospitais públicos.

Estudantes e médicos realizaram ato público em frente ao hospital em apoio a visita da comissão. Os manifestantes aproveitaram para protestar contra a precariedade do sistema público de saúde do estado.

Reunião com o Governo

A Governadora Rosalba Ciarlini convidou os membros da comissão para uma reunião, na tarde dessa terça (18), a fim de apresentar as ações de sua gestão voltadas para a saúde. Por mais de uma hora, representantes do Governo Estadual, do Sinmed, da comissão de direitos humanos da Fenam, e diretores de hospitais ficaram em reunião. O debate entre os participantes do encontro foi caloroso e a governadora teve um princípio de choro.

A gestora alegou dificuldades financeiras e afirmou que o Estado recebeu em torno de R$ 230 milhões em 2011, via Fundo Nacional da Saúde. O vice-presidente do CFM, Tibiriçá, argumentou que o DataSUS (sistema do Governo Federal com informações sobre o valor dos repasses da União para os estados) informava que R$ 800 milhões haviam sido encaminhados ao RN em 2011 para serem investidos na Saúde.

Durante a reunião, Rosalba tentou convencer a comissão pela não intervenção federal e pediu o relatório da visita ao Walfredo Gurgel. “Nós não vamos lhe entregar nenhum relatório. Nós vamos lhe denunciar”, disse José Roberto Murisset, convencido de que a intervenção é a única solução para a saúde pública do RN.

“A Intervenção federal na saúde do RN é uma solicitação que a partir de hoje nós vamos colocar junto as entidades regionais de medicina. O que nós encontramos aqui é uma incapacidade local de resolver o problema. O Governo Municipal está em processo de fechamento das unidades de saúde, de não ter hospitais para dar resposta a essa crise. O Governo Estadual decretou estado de calamidade pública na saúde. Então, nós achamos que o Ministério da Saúde e o Governo Federal entrem diretamente aqui no estado, numa intervenção que faça uma co-gestão da resolução dos problemas que nós constatamos”, resumiu Aloísio Tibiriçá.

Murisset foi surpreendido pela situação de caos do Walfredo Gurgel, que é um hospital de referência no estado. “O hospital encontra-se num estado calamitoso, que avilta a pessoa humana e é essa a razão da comissão estar aqui. Os problemas prejudicam não só os pacientes, mas também os profissionais que lá trabalham”, declarou Murisset. Para o representante da Fenam, é notável a desorganização na gestão da saúde no RN.

Fonte : Sinmed-RN

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