Feeds:
Posts
Comentários

Posts com Tag ‘posse’

Durante a cerimônia que consagrou a posse da nova diretoria da FENAM, biênio 2012/2014, realizada na última quinta-feira (16), o presidente da entidade, Geraldo Ferreira, falou de suas expectativas, bandeiras de luta e prioridades. Assista à reportagem:

Read Full Post »

“Administrarei ouvindo e tentando corresponder a confiança dos que de nós esperam. Não fugiremos das responsabilidades do cargo, aplaudiremos, ofereceremos sugestões, criticaremos, tudo dentro das prerrogativas dadas por lei ao movimento sindical.”

Com estas palavras, o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, proferiu seu discurso durante uma cerimônia que consagrou a posse da nova diretoria da entidade, biênio 2012/2014. Realizada na última quinta-feira (16), o evento reuniu cerca de 200 convidados no Espaço da Corte, em Brasília.

A nova gestão, em atividade desde o dia 1º de julho, é formada por 36 diretores, que firmaram compromissos claros e objetivos com os médicos brasileiros.

Assista ao vídeo da reportagem!

Read Full Post »

“Administrarei ouvindo e tentando corresponder a confiança dos que de nós esperam. Não fugiremos das responsabilidades do cargo, aplaudiremos, ofereceremos sugestões, criticaremos, tudo dentro das prerrogativas dadas por lei ao movimento sindical.”

Com estas palavras, o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, proferiu seu discurso durante uma cerimônia que consagrou a posse da nova diretoria da entidade, biênio 2012/2014. Realizada na última quinta-feira (16), o evento reuniu cerca de 200 convidados no Espaço da Corte, em Brasília.

A nova gestão, em atividade desde o dia 1º de julho, é formada por 36 diretores, que firmaram compromissos claros e objetivos com os médicos brasileiros.

“Vamos lutar por uma formação de qualidade nas faculdades, pelo controle na abertura indiscriminada de escolas, residência em quantidade para os formandos, mercado de trabalho com um piso adequado, uma carreira com evolução e ascensão profissional, serviços de saúde que permitam o uso de nossos conhecimentos de forma ética e científica para o melhor da população. Defenderemos a regulamentação da medicina como uma defesa da sociedade, e o Sistema único de Saúde como uma conquista da sociedade brasileira,” destacou Ferreira.

 

Após a leitura do termo da posse, feita pelo ex-secretário geral da entidade, Mario Ferrari, o ex-presidente, Cid Carvalhaes, que comandou a entidade de 2010 a 2012, fez a transferência do cargo. “Quero saudar a nova diretoria que chega representada pelo Dr. Geraldo.”

Agradecimentos

Em seu discurso, Geraldo Ferreira agradeceu à família, à Deus e aos sindicatos do nordeste em particular, como o do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão e Sergipe. “Apoios incondicionais a minha postulação ao cargo de presidente, lastreada em um programa de compromissos e metas com as aspirações dos médicos brasileiros, mas também a todos os estados que por unanimidade elegeram a nossa chapa para dirigir a FENAM no biênio 2012-2014″

Representantes de entidades médicas nacionais e internacionais compareceram ao evento, bem como autoridades públicas. Entre eles, o vice-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, o secretário executivo de gestão do trabalho e da educação em saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, o presidente da Confederação Médica Latino-Americana e do Caribe (Confemel), Douglas León Natera, o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, a presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Beatriz Barros e o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Entendendo o cargo como uma missão, tomo posse no maior desafio de minha vida, sem medo, sem receios, sem temores, com o coração cheio de vigor e esperança, desejoso de poder contribuir para o fortalecimento do sindicalismo e com as condições de remuneração e de trabalho da nossa categoria,” completou Ferreira.

Confira o discurso do presidente da FENAM, na íntegra:

Read Full Post »

A Federação Nacional dos Médicos convida a todos os médicos brasileiros para a cerimônia de posse da nova diretoria da entidade, marcada para o dia 16 de agosto, em Brasília. O evento será realizado no Espaço da Corte e oficializará, de forma solene, a transferência de gestão da Federação, em atividade desde o dia 1º de julho.

A nova diretoria foi eleita em chapa única, por unanimidade, durante o XI Congresso da FENAM, que reuniu representantes dos 53 sindicatos médicos do país, na cidade de Natal e tem como presidente Geraldo Ferreira, do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte. Composta pela presidência, vice-presidência, doze secretarias, dez diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, comandará a entidade no biênio 2012/2014.

Entre as prioridades da nova gestão estão as lutas pela valorização do trabalho médico no Sistema Único de Saúde, Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a implantação da carreira de Estado para os médicos, e a aprovação do projeto de lei que o salário mínimo da categoria.

A confirmação de presença no evento deve ser validada pelo e-mail secretaria@fenam.org.br ou pelo telefone (61) 3042-3700.

Cerimônia de posse nova diretoria FENAM – biênio 2012/2014
Dia: 16 de agosto
Local: Espaço da Corte – SCEN Trecho 1 Lote 01/11B Setor de Clubes Norte
- Brasília/DF ( próximo ao Palácio da Alvorada)
Horário: 20 horas

Read Full Post »

A qualidade da formação dos médicos e regulamentação da profissão serão algumas das bandeiras de defesa da nova diretoria da Federação Nacional dos Médicos (FENAM).

“Precisamos ficar atentos tanto em relação à qualidade das escolas como ao número de novos profissionais que entram no mercado – mais importante do que formar novos médicos para ganhar mal, é valorizar os que já estão em atividade. Garantir a aprovação do Projeto do Ato Médico é importante para impedir que outras profissões invadam nossa área de atuação e prejudiquem a população, destacou o potiguar Geraldo Ferreira, que assumiu a presidência da entidade.

Em atividade desde o dia 1º de julho, a nova gestão tem objetivos bem definidos e pretende unir forças com todos os sindicatos médicos para garantir que os profissionais tenham condições de trabalho dignas e salários adequados para atender bem à população brasileira. “Minha expectativa é que caminhemos nessas lutas e que consigamos melhorar as condições de trabalho e remuneração dos médicos e, na outra ponta os serviços oferecidos à população, que merece um atendimento digno,” completou.

A entidade defende o piso salarial médico de R$9.813 para 20 horas e de R$19.626 para 40 horas e a implantação da carreira do médico nos estados, que permita ao longo do tempo uma ascensão profissional.

A nova diretoria foi eleita em chapa única durante o XI Congresso da FENAM, que reuniu representantes dos 53 sindicatos médicos do país, na cidade de Natal. Composta pela presidência, vice-presidência, doze secretarias, dez diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, comandará a entidade no biênio 2012/2014. Um evento solene realizado no próximo dia 16 de agosto, em Brasília, marcará a cerimônia da posse.

Serviço:
Cerimônia de posse nova diretoria FENAM – biênio 2012/2014
Dia: 16 de agosto
Local: Espaço da Corte – SCEN Trecho 1 Lote 01/11B Setor de Clubes Norte – Brasília/DF ( próximo ao Palácio da Alvorada)
Horário: 20 horas

Fonte : Imprensa FENAM

Read Full Post »

Por: Imprensa FENAM

A Federação Nacional dos Médicos convida a todos os médicos brasileiros para a cerimônia de posse da nova diretoria da entidade, marcada para o dia 16 de agosto, em Brasília. O evento será realizado no Espaço da Corte e oficializará, de forma solene, a transferência de gestão da Federação, em atividade desde o dia 1º de julho.

A nova diretoria foi eleita em chapa única, por unanimidade, durante o XI Congresso da FENAM, que reuniu representantes dos 53 sindicatos médicos do país, na cidade de Natal e tem como presidente Geraldo Ferreira, do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte. Composta pela presidência, vice-presidência, doze secretarias, dez diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, comandará a entidade no biênio 2012/2014.

Entre as prioridades da nova gestão estão as lutas pela valorização do trabalho médico no Sistema Único de Saúde, Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a implantação da carreira de Estado para os médicos, e a aprovação do projeto de lei que o salário mínimo da categoria.

A confirmação de presença no evento deve ser validada pelo e-mail secretaria@fenam.org.br ou pelo telefone (61) 3042-3700.

Serviço
Cerimônia de posse nova diretoria FENAM – biênio 2012/2014
Dia: 16 de agosto
Local: Espaço da Corte – SCEN Trecho 1 Lote 01/11B Setor de Clubes Norte
- Brasília/DF ( próximo ao Palácio da Alvorada)
Horário: 20 horas

Read Full Post »

Por: Taciana Giesel

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) quer se aproximar, ainda mais, dos sindicatos de base e dos profissionais das diferentes regiões brasileiras. Em reunião realizada neste domingo (1º), as bandeiras de lutas e as ações estratégicas para os próximos dois anos foram discutidas com os presidentes dos sindicatos e das federações regionais, consagrando o início dos trabalhos da nova diretoria, eleita durante o XI Congresso da FENAM.

O potiguar, Geraldo Ferreira Filho, que assumiu a presidência da entidade, destacou a importância desta aproximação. “Precisamos ter uma sintonia maior com as bases, realizando reuniões locais com os presidentes dos sindicatos e com os médicos da região. Precisamos demonstrar aos profissionais de cada estado que a FENAM está disposta a trabalhar pela defesa deles,” afirmou o dirigente.

O encontro serviu também para debater com os demais diretores sobre as atividades que nortearão a entidade nesta nova gestão. Como destaque, Geraldo Ferreira elencou a aproximação com estudantes de medicina, levar a entidade às ruas com maior frequência, incentivar o diálogo dos diretores com os médicos dentro das redes sociais, fortalecer os sindicatos mais fragilizados e conduzir os passos da FENAM com mais independência política. “Queremos eliminar qualquer vínculo relacionado aos partidos políticos, planos de saúde ou cooperativas médicas que possa tornar a entidade refém em suas posições, isso não significa que não iremos dialogar com o governo, mas a defesa do médico será sempre nossa prioridade,” completou.

O diretor de finanças, Mario Antonio Ferrari, leu durante a reunião as diretrizes da Carta de Natal, elaborada em conjunto com os 53 sindicatos médicos do país, durante o XI Congresso Nacional da FENAM, realizado de 24 a 26 de maio de 2012. O documento, que relata as bandeiras de luta adotas pela entidade será debatido com maior profundidade pelos diretores na continuidade da reunião, na próxima segunda-feira (2), onde também serão traçadas as estratégias para a concretização dos objetivos almejados.

Diretoria

A nova diretoria da FENAM, eleita no dia 26 de maio, durante o XI Congresso da FENAM é composta pela presidência, vice-presidência, doze secretarias, dez diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais. O presidente, Geraldo Ferreira Filho, substituirá Cid Carvalhaes, que assumiu a entidade em julho de 2010.

Confira a nova diretoria completa da FENAM:

Presidente – Geraldo Ferreira Filho
Vice-presidente – Otto Fernando Baptista

Secretário-geral – João Batista de Medeiros
1º Secretário – José Tarcísio da Fonseca Dias

Secretário de Finanças – Cid Célio Jaime Carvalhaes
Diretor de finanças – Mário Antonio Ferrari

Secretário de Assuntos Jurídicos – Vânio Cardoso Lisboa
Diretor de Assuntos Jurídicos – Marcelo Alvarez Quinto

Secretário de Comunicação – Rodrigo Almeida Souza
Diretor de Comunicação – Waldir Araùjo Cardoso

Secretário de Formação e Relações Sindicais – José Erivalder Guimarães de Oliveira
Diretora de Formação e Relações Sindicais – Lúcia Maria de Sousa Aguiar do Santos

Secretário de Formação Profissional e Residência Médica – Jorge Luiz Eltz de Souza
Diretor de Formação Profissional e Residência Médica – Antônio José Pereira dos Santos

Secretário de Relações Trabalhistas – Eduardo Santana
Diretora de Relações Trabalhistas – Janice Painkow

Secretário de Benefícios e Previdência – João Fonseca Gouveia
Diretor de Benefícios e Previdência- Fernando Antônio Nascimento e Nascimento

Secretário de Saúde Suplementar – Márcio Costa Bichara
Diretor de Saúde Suplementar – Álvaro Norberto Valentin

Secretário Direitos Humanos, Discriminação e Gênero: – José Roberto Cardoso Murisset
Diretora de Direitos Humanos, Discriminação e Gênero: Maria Rita de Assis Sabo Brasil

Secretário de Educação Permanente – Deoclides Cardoso Oliveira Junior
Diretor de Educação Permanente – Ari Wajsfeld

Conselho Fiscal
T1 – Elza Luiz de Queiroz
T2 – Anete Maria Barroso de Vasconcelos
T3 – Rosilene Alves de Oliveira

Suplentes

S1 – Adolfo Silva Paraíso
S2 – Ellen Machado Rodrigues
S3 – César Augusto Ferrarezi

Representantes junto às entidades sindicais de grau superior

Titular – Jacó Lampert
Suplente – Tarcisio Campos Saraiva de Andrade

Read Full Post »

ASSISTA NA FENAM TV:

Read Full Post »

Por: Taciana Giesel

Ao tomar posse na última segunda-feira (3), o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em seu discurso os desafios que terá de enfrentar durante sua gestão, entre eles, incluir a saúde no centro da agenda de desenvolvimento do país e garantir atendimento rápido e de qualidade à população que procura o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A grande chave da questão é que as pessoas só dizem que o atendimento do SUS foi satisfatório quando entram, quando garantem o acesso, e a grande reclamação das pessoas é o não acesso, a demora, a espera. Eu quero dizer que como ministro da Saúde tenho uma obsessão para garantir o acolhimento de qualidade, em tempo adequado às necessidades da saúde daquelas pessoas”, ressaltou Padilha.

Dirigentes da FENAM participaram da cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Saúde.

Alexandre Padilha também defendeu a regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por Estados e Municípios. “Nós precisamos ter regras claras de financiamento sustentável e que seja sustentável também para a sociedade, mas que fique claro qual é o volume de recursos que cada nível da Federação tem de investir na área da saúde e o que é investimento na saúde deste país”, destacou o ministro.

Padilha também cumprimentou o ex-ministro José Gomes Temporão, que foi titular da pasta da da saúde de 2007 a 2010. “Os mesmos cuidados e o mesmo profissionalismo que vocês tiveram certamente nós vamos ter, com a continuidade das ações e dos programas”, garantiu o novo ministro.

Expectativas

Presentes no evento, diretores da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) ressaltaram suas expectativas quanto à gestão do novo ministro.

O presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, destacou que espera que existam acertos e entendimentos entre as entidades médicas e o Ministério da Saúde e que o novo governo traz muitas esperanças para a categoria médica. “Nossa expectativa é muito boa, até porque o histórico do ministro Padilha é um histórico muito robusto, que o caracteriza e o credencia a ter um desempenho muito contundente dentro do Ministério da Saúde e nós temos um desejo muito grande de entendimentos e acertos nesta nova gestão”, acentuou.

O vice-presidente da FENAM, Wellington Galvão, espera que haja avanços e melhorias na remuneração dos médicos que integram as equipes do Programa de Saúde da Família, que há 17 anos não recebem reajustes por parte do Ministério da Saúde.

“A expectativa da classe médica é muito boa, por ser ele um médico que tem uma vivência em saúde pública como infectologista e tem conhecimento da política de saúde do país. Então, esperamos que o ministro fique atento a essa questão e que, dessa forma, melhore a atenção básica, porque hoje os médicos estão fugindo das equipes de Saúde da Família pela baixa remuneração oferecida em todo pais”, disse Wellington Galvão.

O secretário de finanças da FENAM, Jacó Lampert, considera que a chegada de Padilha torna possível o avanço de questões como o financiamento da saúde com a regulamentação da Emenda Constitucional 29 e outras questões relevantes para a qualidade da saúde, do trabalho e das reivindicações da categoria médica. Nossas reivindicações, sem sombra de dúvida, ao serem atendidas, poderão trazer muitas melhorias para o quadro de atenção de saúde da nossa população”, assinalou o dirigente.

“Pelo histórico do ministro, temos grandes esperanças que o SUS avance e que seja aprovada uma proposta que garanta o financiamento da saúde. A história do ministro da saúde é muito favorável para que o Sistema Único de Saúde continue avançando”, complementou o secretário geral da FENAM, Mario Antonio Ferrari.

Read Full Post »

Foto: Osmar Bustos

Por: Denise Teixeira/ FENAM

A nova diretoria da Federação Nacional dos Médicos, eleita no dia 19 de junho durante o Congresso da FENAM, toma posse no próximo dia 29, em Brasília. A solenidade será realizada no Centro de Convenções Brasil XXI, a partir das 20 horas.

A nova diretoria da FENAM é composta pela presidência, duas vice-presidências, 11 secretarias, oito diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, e comandará a entidade no biênio 2010/2012, priorizando, segundo afirmou o presidente eleito, lutas como a implantação da carreira de Estado para os médicos, a valorização do trabalho médico no Sistema Único de Saúde, o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a qualidade do ensino médico e a aprovação do projeto de lei que estabelece em 7 mil reais o salário mínimo profissional para a categoria.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação da FENAM, o presidente, Cid Carvalhaes, revela como irá desenvolver seu trabalho à frente de uma das maiores entidades representativas da categoria médica no país.

Como o Sr. pretende desenvolver seu trabalho no comando da FENAM nos próximos dois anos? Quais são as suas expectativas e quais são os seus planos em relação ao movimento médico?

Em primeiro lugar, preciso agradecer a todos os companheiros dos sindicatos do país, que confiaram a mim e a esta diretoria o comando da FENAM. Somos novos velhos, velhos novos, porque, de fato, a renovação é pequena. Lamentavelmente, o movimento político brasileiro se renova pouco, e isso se reflete também no movimento médico e evidentemente no movimento sindical. Mas tem uma mudança, uma mudança estatutária, que, seguramente, terá uma continuidade. É claro que algumas pessoas são diferentes e vão exercer funções diferentes, com características diferentes. O movimento médico brasileiro, o movimento de saúde do país, passa por problemas graves, com dificuldade na formação, na formação da grade curricular clássica, o aumento abusivo de faculdades de medicina, a má qualificação do ensino, má distribuição das faculdades em todo o território nacional, residência médica como um problema que pontualmente se destaca. Além disso, não temos uma política de saúde definida, portanto, corremos sempre atrás de prejuízos, atuando pontualmente em situações que são mais agudas aqui e ali. Alguns estados têm uma posição um pouco mais favorável, outros têm posições extremamente desfavoráveis, outros em severo e tremendo sofrimento. A gestão tripartite no serviço público traz uma série de problemas, especialmente na contratação de recursos humanos e no provimento de médicos. Não se obedece a um plano de cargos, carreiras e salários, não tem porta de entrada no serviço público definida, não há uma definição também no escalonamento de atividades, não há distribuição de recursos, tanto financeiros quanto de materiais e alocação básica, distribuição adequada de recursos humanos médicos, essencialmente, as condições de trabalho são precárias e as remunerações terrivelmente ruins. Isso tudo constitui um gigantesco problema, que as entidades médicas, como um todo, vem enfrentando com bastante determinação e a FENAM vem cada vez mais se firmando dentro de toda essa sequência de situações, que se colocam como verdadeiros desafios e, de uma certa forma, não deixam de ser grandes provocações.

De todas essas situações que o Sr. relacionou, qual será o seu maior desafio nos próximos dois anos?

O grande desafio é fazer o médico feliz.

E como fazer o médico feliz?

O médico é um profissional muito eficiente, consciente, muito compromissado com a medicina. Tanto isso é verdade, que, nas pesquisas de confiabilidade de atividades profissionais, o médico tem um índice de aprovação acima de 80%. E o outro lado é que apesar de todas as situações que são ruins e que a gente enfrenta no dia a dia, o médico é o profissional que menos abandona percentualmente a profissão. Não chega a meio por cento de abandono. Isso revela que o médico é um profissional altamente comprometido. É uma coisa paradoxal, contraditória, porque a gente observa que, de um lado, todas as reclamações possíveis e imagináveis a respeito do atendimento da saúde da população, e do outro lado se observa os melhores índices de qualidade de vida, inclusive índice de desenvolvimento humano, o controle de várias doenças com programas de alta qualificação, e a gente vê também, por exemplo, a proliferação da epidemia de dengue em vários locais do país, doenças que deveriam estar devidamente controladas, como as epidemias e manifestações da leptospirose em épocas de enchentes, verminoses que se alastram, etc. Em contrapartida, os programas relacionados à DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são de excelência, os programas de vacinação, o controle de uma série de doenças e a erradicação de muitas delas também são de excelência; a dispensação de medicação de alto custo, transplantes, são situações realmente contraditórias, e o médico é o grande artífice disso tudo. Só que ele trabalha em condições ruins, é sacrificado e mau remunerado, e a despeito de tudo isso, ainda cumpre bem a sua função. Ele precisa enfrentar isso e sensibilizar as autoridades, tanto os gestores públicos quanto privados que é impossível associar o sacrifício, o empenho, à má qualidade de vida profissional. Uma das formas é que a FENAM, através da sua diretoria e representantes do país inteiro, possa de fato solidificar, possa intensificar um pouco mais as ações que já vem sendo desenvolvidas no sentido de que consigamos contornar pelo menos os aspectos de maior gravidade, de maior agudez dentro de todo esse contexto. Se Nós conseguirmos, por exemplo, implantar o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos, que a FENAM liderou na sua elaboração; se conseguirmos estabelecer parâmetros de porta de entrada definida; se conseguirmos a aprovação do salário mínimo do médico e, consequentemente, o salário mínimo preconizado pela FENAM; se conseguirmos estabeler pelo menos a discussão mais avançada da carreira de estado para os médicos, e conseguirmos a aprovação da regulamentação da Emenda 29, uma orçamentação própria para a saúde ou pelo menos que se defina melhor a orçamentação da saúde, tenho certeza que o médico vai se tornar mais feliz, mais satisfeito, vai poder trabalhar melhor, vai poder ser remunerado de maneira mais adequada, mais condizente, e vai poder dedicar mais de si à população sofrida, que deseja e merece uma atenção maior e melhor cuidado.

2010 é ano de eleições. O Sr. pretende, de alguma forma, manter contato com os candidatos para conhecer as propostas que eles têm na área de saúde?

Nós teremos o ENEM (Encontro Nacional das Entidades Médicas), que acontecerá nos próximos dias, e o ENEM é o encontro coordenado pelas três entidades, co-presidido pelos três presidentes, e a gente pretende convidar os principais candidatos à presidência da República para que eles possam ir ao ENEM em Brasília, a fim de que possam expor suas teses, seus programas e os seus comprometimentos com a saúde. Essa é uma forma. A FENAM, através de sua Assessoria de Comunicação, poderá acionar os principais candidatos e solicitar deles que respondam nossas questões e que essas questões sejam decididas, debatidas e encaminhadas pela nossa diretoria, para que possamos conhecer o pensamento a respeito do equacionamento da saúde no país que os principais candidatos à presidencia da República têm. Digo sempre que no palanque todas as soluções são maravilhosas e no palácio todos os encaminhamentos são desastrosos. Existe um abismo entre o palanque e o palácio. Parece que o candidato, quando eleito, vira um governante insensível. Se nós conseguirmos pelo menos definições políticas de saúde a serem adotadas pelos principais candidatos, aquele que for eleito ou aquela que for eleita, seguramente poderá desencadear um debate, uma ampla discussão por todos os setores interessados, com base exatamente naquilo que ele definiu como candidato, e queremos pelo menos fazer uma ponte sólida entre o palanque e o palácio.

Como presidente da FENAM, que mensagem o Sr. gostaria de deixar para os médicos brasileiros e o que eles podem esperar do Sr. como presidente da Federação Nacional dos Médicos?

Eu é que espero deles. Mas transmito a eles uma mensagem de otimismo, uma mensagem de fé e, acima de tudo, uma mensagem de confiança. Quando a gente assume uma responsabilidade dessa envergadura, a primeira coisa que existe é uma preocupação muito grande no sentido de dar conta de todos os compromissos e encaminhar soluções adequadas que a saúde exige. O segundo lugar eu gostaria de dizer para os médicos brasileiros, de uma maneira geral, que os médicos, quando querem, podem. Então, é preciso quebrar um pouco o individualismo, a tentativa de solução pessoal, para fortalecer bastante as entidades médicas. Todas elas têm sua relevância, sua importância, mas é preciso que os médicos saibam que quem efetivamente defende os interesses, as condições e qualidades de trabalho e remuneração adequada é o movimento sindical. Nós não somos melhores ou piores do que as outras entidades de qualquer outro setor, é porque a codificação legal do país assim o diz. Assim, é preciso que os médicos entendam isso, que possam se agregar, nos seus locais de trabalho, nas associações hospitalares, que se façam representar através dos seus sindicatos constituídos. São 53 sindicatos espalhados por todo o país, e sempre um conglomerado de médicos vai estar próximo a um sindicato. Então, modifiquem, invertam caminhos, se façam presentes nos sindicatos, nas demais entidades, debatam as questões.

E o Sr. considera que o trabalho das regionais também vai ser fundamental nesse sentido?

Sim, o trabalho das regionais da FENAM é fundamental. Quando a gente diz sindicatos próximos, evidentemente que as regionais da FENAM, em suas respectivas áreas geográficas, já exercem uma função de agregação muito importante. E essa função de agregação é o fortalecimento dos sindicatos de base, portanto é importante que exista essa aproximação, esse diálogo cada vez mais intenso, mais próximo. Se nós fortalecermos as entidades médicas, fortalecermos os sindicatos médicos, e, consequentemente, a FENAM, tudo isso sobre o qual falamos anteriormente vai nos levar a ter mais facilidade para encontrar as soluções. Deixo uma mensagem de agradecimento, de otimismo e de chamamento. Vamos nos agregar no sentido de que possamos fortalecer as nossas entidades e naturalmente com o maior destaque para o sindicalismo brasileiro.

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 7.045 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: