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Estavam certos os Latinos, Veritas Tempore Filia, a verdade é filha do tempo, ou mais comumente, em português, O Tempo é Senhor da Razão.
A máscara do programa de saúde do governo, lançado em 2013, em resposta a pesquisas repetidas que mostravam a assistência à saúde como a principal preocupação dos Brasileiros, cai pesadamente. O Programa Mais Médicos, que na visão do Ministério público do trabalho, em denúncia exemplar do Procurador, Dr. Sebastião Caixeta, precarizava as relações trabalhistas, simulando treinamento e ensino, para fraudar relações trabalhistas e pondo a população em risco, quando não permitia revalidação dos diplomas de intercambistas cubanos, com formação de qualidade suspeita, ferindo os direitos humanos e a boa fé dos doentes, se depara agora, dois anos após seu lançamento, com o ajuste de contas inevitável que todos têm que fazer com a história e com a verdade. O Tribunal de Contas da União, TCU, esfacela a credibilidade e os resultados do programa, em relatório de auditoria. Mas antes vamos ver como o governo usou o programa para demonizar os médicos, que sofreram as agressões e suportaram os adjetivos mais abjetos por que ousaram mostrar as verdades que agora se escancaram.
Percebendo o risco para a população brasileira de um programa que fraudava a lei e a justiça, simulando ensino onde havia trabalho, importando técnicos cubanos, sem permitir que os Conselhos ou as Universidades os avaliassem, transferindo dinheiro para Cuba e tratando esses intercambistas como trabalho escravo, os médicos brasileiros se insurgiram contra o modelo, exigindo concurso, direitos trabalhistas, carreira médica. A resposta do governo foi brutal. De Playboys a mercenários, de descompromissados a grosseiros, de racistas a corporativistas, a ira do governo, que se julgava então dono de verdades absolutas, taxou a categoria médica brasileira.
Como um trator de esteira, atropelou todas as discussões e num trabalho de marketing escandaloso, jogou o povo contra os médicos. Nada adiantou as Entidades médicas, Fenam e Sindicatos à frente, entrarem na justiça em várias instâncias, como justiça do trabalho, tribunal de justiça, STF, TCU. A razão social argumentada falsamente pelo governo de que faltavam médicos ou que médicos brasileiros não queriam ir para o interior ou periferias, ou que as denúncias visavam reserva de mercado, apoiada pela rede de mentiras e de pesquisas encomendadas, prevaleceu, sendo a maioria das ações arquivadas ou rejeitadas. Mas Veritas Tempore Filia, a verdade é filha do tempo.
Mostrando que não encarava os formuladores do Mais Médicos como artífices de um plano que melhorava a sua saúde, a população derrotou fragorosamente nas eleições de 2014 os principais nomes que comandaram a criação, aprovação e implantação do programa. Padilha, o ministro, Rogério, o relator do projeto, e Mozart, o secretário do Ministério da Saúde, receberam o não dos brasileiros às pretensões políticas disputadas. Foi um sinal.
Agora, o Tribunal de Contas da União, em relatório de auditoria desfaz o resto da farsa. Há menos médicos em 49% das cidades do que antes, um em cada três médicos não recebe tutoria, o que desfaz o mito de ensino, escancarando a fraude jurídica, há no Brasil onze mil estrangeiros, e os brasileiros perderam emprego, substituídos por eles, o número surpreendente de 25% de municípios fizeram menos consultas após o programa, mostrando que realmente médicos brasileiros foram demitidos.
E por fim cai por terra o último grande mito que serviu ao marketing do governo – faltam médicos. As inscrições para o Provab de brasileiros foi este ano de 2015 de 15 mil médicos, a maioria recém-formados, o governo disponibilizou pouco mais de 3 mil e quinhentas vagas. Onze mil médicos brasileiros não encontraram onde trabalhar, estando, portanto, desempregados. E isso, antes da avalanche de vagas de medicina abertas em novas ou antigas faculdades, e sem a obrigatoriedade de serviços civil ou compulsório previstos em uma série de projetos. O que se fundamenta na fraude e na mentira, corre o risco de ruir, a tradição política, moral e religiosa do ocidente há tempos proclama que não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem há nada oculto que não venha a ser conhecido, ou que não se engana todo mundo o tempo todo.
As posições da Procuradoria do trabalho, do TCU e o resultado das inscrições do Provab mostram a farsa do governo quando disse faltar médicos no Brasil ou que os Médicos não queriam ir para interior. A verdade hoje é que afrontando a lógica mais primária, médicos concursados e contratos pelos municípios convivem com médicos estrangeiros que ao menos nominalmente recebem mais do que eles, chegando numa prefeitura, como a de Natal no RN, a ser quase a metade, e sem as regalias de transporte, alimentação e moradia.
Isso é certo?
Diante disso não pode haver outro grito – Médicos todos à luta, todos às ruas.

Dr. Geraldo Ferreira Filho – Presidente Sinmed RN e Fenam

*Editorial publicado no Novo Jornal, dia 08/03/2015.

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O dia 18 de outubro é o dia do médico e o dia dedicado a São Lucas, autor do terceiro evangelho do Novo Testamento, médico e o único evangelista que não conviveu com Jesus. Jesus também foi médico, soube como ninguém cuidar e curar doentes, apenas usando como medicamento sua energia espiritual.

Mas, o que é ser médico nos dias de hoje no Brasil? Ser médico é dedicar parte importante de nossas vidas ao estudo do corpo e da mente humana; é aliviar o sofrimento do próximo; é estar longe da família em datas importantes, como: natal, aniversário de familiares, finais de semana e festas dos filhos na escola, enquanto os outros se divertem; ser médico é estar acordado, enquanto a maioria dorme; é cuidar do mais precioso bem que existe que é a vida; ser médico é ser solidário na hora da dor; ser médico é ser sacerdote e saber guardar em segredo a intimidade do próximo; ser médico no Brasil é correr o risco de ser agredido no seu exercício profissional e ainda ser injustiçado pelos governantes ao ser chamado de preguiçoso e de não gostar de pobre; e finalmente ser médico no Brasil é ser responsabilizado pelo caos na saúde pública com o objetivo de encobrir a incompetência dos gestores.

O médico é um ser humano como qualquer outro, que sofre, que tem necessidade de dormir e de se alimentar, que tem família, que tem emoções, que ama, que também tem o direito ao lazer e de ser feliz, nós também adoecemos e morremos. Nenhuma outra profissão se exige tanta responsabilidade. Ser médico é sacrificar momentos importantes de nossas vidas, mas é tão gratificante ser médico, que mesmo no Brasil seríamos médicos se começássemos tudo outra vez.

Neste dia, que seja um dia de reflexão para todos os médicos e também para toda a sociedade. Nós não queremos privilégios, só justiça. Que a proteção celestial recaia sobre nós para que possamos fazer sempre o melhor no exercício de nossa profissão. A nossa missão é divina.

José Maria Pontes

Presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará

AECIO DILMA

Dois programas de governo com propostas distintas à saúde pública concorrem ao 2º turno das Eleições 2014. De um lado, à candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e do outro o senador Aécio Neves (PSDB). Pesquisa do Datafolha apontou que 93% dos brasileiros eleitores consideram que os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são péssimos, ruins ou regulares.  O resultado mostra que as medidas de enfrentamento para a crise da saúde tomadas pelo atual governo, cujo carro-chefe é o programa Mais Médicos, na realidade, não convenceram a população de sua eficiência.

O candidato tucano tem como proposta instituir a carreira nacional de médico para interiorização da assistência e ofertar cursos preparatórios à médicos estrangeiros para se submeterem ao Revalida. Ele prometeu aprimorar o programa Mais Médicos, com a padronização da remuneração aos cubanos e criar programas de valorização e qualificação dos profissionais de saúde. Aécio, durante sabatina realizada pela Folha, em julho, afirmou que o atual governo “financia” Cuba com parte desses profissionais e os médicos estrangeiros devem ser qualificados no Brasil e passar pelo exame Revalida. O candidato também manifestou o desejo de procurar soluções para a saúde pública junto à classe médica e prometeu encarar o desafio de dar mais qualidade e menos marketing nas diretrizes que nortearão o Ministério da Saúde.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) promete mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços em saúde por meio da expansão do Programa Mais Médicos e a ampliação da rede de unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para atendimento de emergências. Durante programa eleitoral, a candidata do PT afirmou que pretende criar o programa “Mais Especialidades” para solucionar a fila de espera para exames e consulta no SUS.

Na visão das entidades médicas expressas em diversos processos em curso no TCU, MPT, STF e Justiça Federal, o programa Mais Médicos é uma fraude jurídica que simula ensino, onde, na verdade, é trabalho, importa trabalhadores e  não permite sequer a averiguação da qualificação profissional, sonega direitos trabalhistas e usa a saúde como disfarce para financiar a ditadura cubana. O Mais Especialidades seria a continuação da política escapista, já que não incorpora ações definitivas para o setor, como criação de plano de cargos e carreira e piso salarial FENAM.

Nesta quarta-feira (08), em Brasília, as instituições médicas foram convidados a participar de ato público no Memorial JK – primeiro grande evento de apoio à candidatura de Aécio ao 2º turno. Na ocasião, os candidatos que não foram eleitos Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) manifestaram apoio político ao mineiro. Estavam presentes no evento os dois grandes defensores da classe médica, o agora senador Ronaldo Caiado (DEM) e, o deputado federal reeleito Mandetta (DEM). O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, esteve presente junto aos muitos médicos, sinalizando que a categoria está atenta às propostas dos presidenciáveis.
Fonte: Valéria Amaral

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Falta de atualização de dados no MTE poderá fazer sindicatos perderem a Carta Sindical

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), entidade que a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) é filiada, alertou nesta quinta-feira (25), que todos os sindicatos e federações devem atualizar, até o final do ano, os dados cadastrais no Ministério do Trabalho e Emprego. O informe foi realizado durante a 23ª Reunião de Diretoria da CNTU, em São Paulo.

O advogado da CNTU, Jonas Matos, esclareceu que a equipe da CNTU levantou que vários sindicatos e federações que compõe a confederação estão com dados irregulares, como mandatos de diretoria vencidos no banco de dados do TEM, entre outros. “O sindicato e a federação precisa ter certificação digital e atualizar todos os dados até dezembro, se não, poderá ter problemas na arrecadação da contribuição sindical do próximo ano e, também problemas para fazer o registo de convenção ou acordo coletivo no órgão”, alertou.

A CNTU encaminhou correspondência à todos os sindicatos informando os passos para esta atualização. Para isso, os sindicatos precisam ter a certificação digital, que poderá ser feita no Serasa ou em outra instituição. Com isso, ele terá acesso a página do MTE e fornece todas as informações necessárias para a regularização dos dados.  Para auxiliar os sindicatos, a CNTU disponibilizou, em tempo integral, uma advogada, para esclarecimento de dúvidas/auxílio no processo. Os dados para contato estão na  correspondência enviada pela CNTU.

A FENAM convocará, em caráter de urgência, os presidentes dos sindicatos médicos para discutirem o problema e a melhor forma para resolvê-lo. “Diante da gravidade da circunstância, a falta de atualização dos dados poderá acarretar na perda da Carta Sindical”, afirmou o presidente da FENAM.

Na ocasião, foi aprovada a ata da 22ª Reunião de Diretoria, foram dados informes dos diretores e federações, sobre as eleições nacional e estaduais e em relação ao prêmio Personalidade Profissional de 2014, eventos, entre outros assuntos.

ELEIÇÕES DA CNTU: Participaram também da reunião os futuros representantes da FENAM que comporão chapa única a ser homologada em eleições, em novembro: o diretor de Finanças, Mário Ferrari, o membro da CAP FENAM, Eglif Negreiros, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes.
Fonte: Valéria Amaral

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Congresso Internacional reúne mais de 500 participantes em Manaus

Foi realizado entre os dias 9,10 e 11 de setembro o 1º Congresso Internacional de Saúde do Interior e Fronteiras na capital manauara. Promovido pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM), o evento reuniu mais de 500 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, odontologistas, técnicos em saúde, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, biomédicos, serviço social, estudantes, entre outras categorias. O objetivo foi debater a busca de ações emergenciais e soluções definitivas para o enfretamento das dificuldades da promoção e atenção à saúde no interior e fronteiras.

Os ricos debates durante o evento envolveram também a participação de gestores, legisladores, militares, usuários, Ministério Público, Justiça do Trabalho, Academias de Medicina, Universidades, Polícia Civil, lideranças indígenas, instituições médicas de várias estados e outros segmentos da sociedade.

Durante a cerimônia de abertura oficial do evento, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM), Mário Vianna, agradeceu a parceria e a disponibilidade de todas as entidades envolvidas na organização do primeiro Congresso deste porte no Estado. Emocionado, o presidente do Simeam relatou experiências vividas como chefe do serviço de saúde da Marinha, no Amazonas. “Vivi as dificuldades de levar saúde ao interior do Estado. Eu estive em várias missões no atendimento em saúde em áreas remotas e de fronteiras. Como se diz no jargão militar: missão dada é missão cumprida, e, por isso, me sinto orgulhoso por ter cumprido essa missão importante”, disse.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, reforçou a necessidade de políticas públicas e ações concretas para a fixação de profissionais de saúde no interior ou em áreas remotas. “Nós desemparelhados as instituições dos partidos políticos e centralizamos as ações dos sindicatos e da FENAM ao que interessa: a defesa da categoria e da sociedade por melhorias reais na saúde pública. O movimento sindical está profundamente comprometido em trabalhar nisso”, ressaltou.

Participaram também do evento como palestrante ou compondo mesa de debate o secretário de Saúde Suplementar, Márcio Bichara; o membro da Comissão de Ética de FENAM, Marlonei dos Santos; o diretor Financeiro do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Luiz do Amaral (dr. Bigú), o secretário de Direitos Humanos, José Murisset, e o presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Jarbas Simas.

41 TEMAS MARCARAM OS DEBATES NOS DOIS DIAS DO CONGRESSO

O primeiro dia do evento foi marcado com a mesa redonda sobre a integração do exercício da medicina na América Latina e Caribe. Com o tema: “Como e porque acontece migração dos médicos?”, o vice-presidente da Região Andina da Confederação Latino América e do Caribe (Confemel), Aníbal Cruz, afirmou que um dos motivos para a ocorrência da migração dos médicos é a má remuneração e a falta de condições de trabalho na região.

Aníbal Cruz alertou sobre a problemática da proliferação das escolas de medicina que visam o enriquecimento dos donos destas instituições em detrimento ao ensino de qualidade. “Será que esse médico formado com baixa carga horária está apto para o trabalho? Nós temos que lutar para propiciar a todos o acesso à saúde de qualidade com profissionais capacitados ao exercício pleno profissional”, afirmou o boliviano.

O presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), João Ladislau, discursou sobre a legalização para o exercício profissional dos médicos formados no exterior. Ele apresentou números que demostram que os estrangeiros e brasileiros formados no exterior trabalham nos grandes centros, contrariando a informação do Governo Federal de que o Mais Médicos atenderiam em cidades do interior ou em regiões remotas. “Outro dado importante que temos é que 80% dos médicos estrangeiros que atuam no Brasil não possuem título de especialista. Nós temos 3 mil processos no Cremesp por má prática e, na maioria dos casos, é por conta da má formação profissional”, alertou.

Já o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, falou sobre as especialidades médicas no contexto geo-político brasileiro. Ele criticou que o Brasil vive uma cultura de formar especialistas em áreas muito específicas, de alta complexidade, e que há poucos investimentos na formação de médicos generalistas. “O Brasil não estimula a formação dos médicos que o SUS precisa, como clínico geral, médico de família e comunidade, cirurgião geral e pediatra. Precisamos formar bem esses profissionais generalistas, para que tenham capacidade resolutiva. Infelizmente, não estamos trilhando o caminho ideal”, afirmou.

O diretor-financeiro do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e professor universitário, Jorge Luiz do Amaral (dr. Bigú), apresentou em primeira mão a prévia de uma pesquisa sobre a evolução da crise no ensino médico. Ele destacou que o Estado brasileiro está se afastando, ano a ano, da função de formador profissional de médicos.

PALESTRA MAGNA DISCUTE MELHORIAS NO ATENDIMENTO NO INTERIOR

O deputado Estadual Luiz Castro (PPS/AM) realizou a palestra magna com o tema: “Políticas Públicas para o desenvolvimento social e melhoria da qualidade dos serviços públicos no interior do Amazonas”. Ele alertou que as políticas não priorizam ações para a interiorização do atendimento à saúde, além de não haver um olhar para as diferenças culturais da população indígena e ribeirinha.

“Não existe um mínimo respeito pelos cidadãos do interior. Em Envira (AM), local onde eu estive na semana passada, não têm nada no hospital, nem soro fisiológico. Não há política pública efetiva para melhorar a saúde em regiões longínquas”, denunciou. Durante o Congresso, o deputado criticou ainda o alto custo do transporte aéreo para os municípios do interior distantes da capital.

O deputado defendeu ainda a aprovação da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê recursos para a implementação da carreira médica no Amazonas a partir do próximo ano, com a realização de concurso público. Ele afirmou ainda que a proposta foi vetada de forma equivocada pelo Governo do Estado.

REALIDADE DO MERCADO DE TRABALHO NA REDE PÚBLICA E SUPLEMENTAR

O secretário de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara, realizou uma palestra sobre a realidade do mercado de trabalho médico no Brasil, tanto na saúde pública, quanto suplementar. Para Bichara, a Lei 13.003 de 24 de junho de 2014 evitará o descredenciamento súbito tanto de profissionais como de clínicas, dando mais segurança aos usuários de planos de saúde e aos médicos.  “Com esta Lei nós esperamos que haja estabilidade e segurança jurídica, dando garantia aos médicos de que não terão os seus direitos desrespeitados por falta de regulamentação”, afirmou.

Ele explicou ainda que a medida beneficia a sociedade na medida em que os médicos e hospitais que forem descredenciados dos planos de saúde deverão ser substituídos imediatamente por outros equivalentes, para garantir a continuidade do tratamento do paciente. Ela também prevê a continuidade de assistência médica em caso de rompimento do contrato entre a operadora de plano de saúde e a prestadora de serviço.

Com solução para a interiorização do profissional de saúde na rede pública, o secretário da FENAM defendeu a realização de um concurso nacional com progressão na carreira, trabalhando inicialmente em municípios localizados em áreas remotas e com transferência posterior para cidades maiores.

MESA DISCUTE OS PROBLEMAS DE LOGISTÍCA PARA ATENDIMENTO NO INTERIOR

Durante o Congresso houve ainda diversas palestras sobre a atuação, em parceria, da Marinha, Exército e Aeronáutica para o atendimento público em saúde em regiões remotas e de fronteira.  O 1º tenente médico do VII Comando Aéreo Regional, Waldyr Moisés de Oliveira, destacou a importância do apoio aeromédico para o salvamento de vidas e transporte de pacientes do interior para a capital.

Ele explicou que há localidades em que demora 20 dias de barco para chegar ao hospital mais próximo, e que não há rodovias ligando essas comunidades, sendo que transporte aéreo é essencial para o salvamento de vidas nestas localidades. “Nós sabemos que o nosso trabalho é a única chance daquele paciente, mas nós esbarramos em algumas dificuldades, como pistas não preparadas para receber a aeronave, informação incorreta sobre a localidade ou o estado do paciente, médicos sem registro profissional, falta de apoio em solo em Manaus, entre outros”, afirmou.

A odontóloga Eliane, que atua em áreas remotas pela Marinha do Brasil, trouxe a experiência pessoal sobre como é possível oferecer atendimento oral de qualidade no interior. Ele contou que não há consultórios, cadeiras odontológicas e tampouco energia elétrica ou água potável. Ela mostrou resultados positivos no uso da técnica de Tratamento Restaurador Atraumático (ART), que resultou na queda de 85% nas extrações dentárias nas comunidades de difícil acesso. “O que depende de nós, nós estamos fazendo. Nós levamos saúde bucal de qualidade a quem precisa e a quem não tem nada, seja pelos rios, terra ou ar. Isso é muito gratificante”, disse emocionada.

Ao final do evento, foi elaborada a carta de Manaus com propostas para melhorias e soluções para os problemas apresentados no Congresso. O documento será divulgado em breve.

Fonte: Valéria Amaral

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Promover o fortalecimento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse foi o tema do café da manhã promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), na capital paulista, nesta sexta-feira (22). O encontro contou a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e seus antecessores no cargo Almir Pazzianotto, Antônio Magri e Walter Barelli. Também estavam presentes os presidentes das federações das categorias profissionais que compõe a entidade (farmacêuticos, nutricionistas, médicos, engenheiros, odontologistas).

 

Na ocasião, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, cobrou do atual ministro uma atuação mais forte na relação de trabalho entre os médicos e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O presidente apontou dificuldades de negociação com as operadoras de planos de saúde.  “É preciso que o MTE esteja dentro das comissões da ANS, pois esta é uma relação de trabalho e não é fácil negociar. Nós temos procurado ajuda do MPT para atuar nesta questão”, afirmou.  Outro tema importante, segundo o dr. Geraldo,  é o cooperativismo. “O cooperativo tem contribuído muito para a melhoria econômica das categorias. Mas, essa modalidade também deveria ser vista como emprego”, destacou.

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, anunciou que pretende zerar a lista de deferimentos para registro sindical até o final deste ano. “Há pedido de dez anos atrás que não se resolve. Essa demora prejudica várias associações que não se tornaram sindicatos ou federações, e que não podem participar de negociação coletiva porque não têm registro sindical”, disse. A questão afeta diretamente o andamento da solicitação de registro sindical das Associações dos Médicos de Roraima e do Amapá. Os pedidos de registro para criação dos sindicatos de classe foram feitos ao MTE em 2012 e em 2013, respectivamente, mas o processo de habilitação ainda não finalizou. A FENAM e a CNTU acompanham o processo.

 

O objetivo do evento foi dar continuidade ao debate sobre a perda de protagonismo do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre os pontos discutidos está o restabelecimento da soberania do MTE sobre as questões de sua responsabilidade no âmbito das relações do trabalho, da saúde e segurança, do registro sindical, além de assumir papel relevante no debate sobre programas de geração de emprego e renda, inclusive os relativos à economia solidária, e a luta pelo trabalho decente.

 

O presidente da CNTU, Murilo Pinheiro, agradeceu a presença das autoridades e falou sobre a problemática da vulnerabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego, com um número de auditores aquém da mínima quantidade necessária para fiscalizar as empresas no Brasil, e com enfraquecimento decorrente da perda de algumas atribuições. “Este é um momento muito especial para nós, da CNTU, e para nós trabalhadores brasileiros. O Ministério do Trabalho é, sem dúvida, o Ministério mais forte. Nós precisamos valorizar cada vez mais o trabalhador e fortalecer essa pauta”, finalizou.

Fonte: Valéria Amaral

 

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foto - fala medico

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, participou de encontro com representantes da classe médica em Brasília, na última terça-feira (6), no auditório da Associação Médica de Brasília (AMBr), onde expôs seus planos para o governo e prometeu mais diálogo com os médicos.
 
O evento contou com a presença de presidentes e representantes das entidades médicas, que se reuniram com o presidenciável e informaram-no a respeito das expectativas da categoria médica quanto a postura do candidato, caso eleito, bem como, criticaram o modelo adotado pelo PT durante as três gestões. “Ele se comprometeu com as entidades de lutar para estruturar futuramente no Brasil uma saúde de qualidade”, disse o coordenador da Comissão de Assuntos Políticos da FENAM, Edson Gutemberg.
 
Em entrevista, Aécio afirmou que no seu governo os responsáveis pelo marketing não serão os principais ministros e garantiu mudanças nos rumos da política nacional. “Precisamos de coragem para tomar medidas estruturantes, tudo o que falta ao atual governo, que governa no improviso e no marketing”, disse.
 
O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, avaliou como muito importante o encontro e ressaltou a necessidade de se ter “politicas verdadeiramente de Estado e não de governo”.
 
Mais Médicos
 
Nas últimas semanas a mídia nacional citou em alguns momentos que o candidato seria contra o Programa do governo federal, e em outros que ele seria favorável. Durante a entrevista ele esclareceu ser contra a maneira discriminatória com que o governo trata os cubanos, mas ressaltou que “o governo tratar a questão da saúde pública exclusivamente com o Mais Médicos é mascarar a realidade. Eu quero o Mais Médicos, mas quero muito mais que isso. Eu quero mais saúde para todos os brasileiros”.
 
Ainda durante a entrevista afirmou que falta “qualificação e metas claras” na maneira como o governo emprega os recursos da saúde. “Vamos fazer uma verdadeira revolução no atendimento à saúde pública no Brasil, porque dinheiro existe”, afirmou Aécio Neves, e disse ainda que “os cubanos têm prazos de validade, ficarão aqui três anos” ao explicar que as políticas do novo governo permitirão que brasileiros e os aprovados no Revalida preencham estas vagas.

Fonte: André Gobo

 

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