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Uma vela na escuridão

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A humanidade tem momentos de trevas, onde forças como religião, ideologia ou política perseguem, negam ou impedem o progresso da ciência. O Brasil vive um momento delicado dessa natureza na área de saúde, onde opiniões, mentiras e fanatismo tentam substituir a ciência oficial. Por trás, há interesse econômico, ocupação de mercado, confrontação de posições e implementação de ideologias. Tudo sob o manto do politicamente conveniente e oportunista, que é no que se transformou a ideologia do politicamente correto.

Temos como áreas críticas desse comportamento das autoridades a psiquiatria e a obstetrícia, com farta dose de desatino, prejudicando as atividades e levando a risco as pessoas que se beneficiam do progresso alcançado, fruto de pesquisas e estudo árduo.

A reação ao suposto poder do médico sobre condutas ou cuidados tem caminhado para os extremos. Há um dito popular que diz que de médico todo mundo tem um pouco, mas se há o sentimento de que cada um pode saber se cuidar, que é válido para cuidados primários, ninguém nega que a ciência, a técnica e a tecnologia entraram em cena para melhorar a vida das pessoas, não para piorar, como alardeiam os pregoeiros da desgraça. Ou alguém já viu pessoas dispensando profissionais que atuam nessas áreas como nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, engenheiros, etc?

Mas com a infame campanha que o governo federal e outros têm alimentado contra os médicos, de repente tudo que a ciência construiu nessa área é questionado, não com trabalhos científicos ou estudos fundamentados, que possam ser expostos à crítica e comprovados. Não, a campanha é movida a base de opiniões pessoais, filosofias estranhas, ideologia, interesses políticos, interesses financeiros, e como sempre uma legião de bem intencionados e mal informados.

Qual a raiz dessa contestação? Porque na contramão da evolução científica, que diminuiu a mortalidade infantil e materna, a obstetrícia vem sofrendo um ataque descabido, não em defesa do parto natural, mas contrário às intervenções cirúrgicas, antissépticas e analgésicas que humanizaram o parto, antes uma torrente de gritos, lacerações, sequelas e muitas mortes?  Que estranha decisão ampara esse comportamento? E na Psiquiatria, porque o relativismo de que tudo é comportamento e não há doença?

O resultado é o aumento do suicídio, da esquizofrenia e uma legião de abandonados nas ruas, matando e morrendo. E o que dizer das opiniões forçadas a respeito de supostos benefícios para a sociedade com a liberação de drogas, sem respaldo científico.

Analisando essa realidade, a FENAM teve há algumas semanas, um encontro com uma desembargadora do Paraná, a qual lembrou que o parto natural, sem médicos e sem o amparo de profissionais, técnicas cirúrgicas e hospitais, tinha ceifado a vida de onze filhos de sua avó, de um total de vinte que tivera.

Uma frase de Carl Sagan, o célebre astrônomo que popularizou muito a ciência, marca sua posição contra o charlatanismo fanático – a ciência é como uma vela acesa num quarto escuro. O quarto escuro é o mundo, a ciência é a luz que ilumina sua compreensão e a nossa caminhada.

Fonte: Geraldo Ferreira, presidente da FENAM e do Sinmed-RN 

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Foi publicado no dia 25 de junho de 2014, no Diário Oficial da União,a Lei n°13.003/2014,que alterou dispositivos da Lei n°9.656, de 3 de junho de 1998, a qual rege o setor de saúde suplementar, estabelecendo as condições de operação de seguros e planos privados de assistência àsaúde.

A nova lei beneficia a classe médica ao impor regras para a formação dos contratos estipulados entre operadoras de planos de assistência àsaúde e os prestadores de serviço – sejam eles pessoas físicas ou pessoas jurídicas – tornando obrigatória a forma escrita, bem como as condições mínimas que devem ser negociadas entre as partes e formalizadas nesses instrumentos jurídicos.

Embora soe estranho para os operadores jurídicos haver uma lei para dizer que contratação de prestação de serviços deva seguir a forma escrita (leia-se contrato formal e assinado entre as partes), para a área médica trata-se de importante inovação em face da infeliz realidade que permeia o setor, onde as operadoras não raro contratam médicos e demais prestadores ao arrepio das normas legais básicas e sem um instrumento jurídico claro e definido, para depois se respaldarem nesta anemia contratual a se esquivarem da justa readequação dos honorários pactuados. Chegou a haver abusos de reajustes concedidos na base de 0,01% ao ano!

Entre as condições mínimas que devem estar expressamente previstas nesses contratos escritos, o artigo 17-A da nova lei inclui:

(a) o objeto e a natureza do contrato, contendo a descrição de todos os serviços contratados,

(b) a definição dos valores dos serviços contratados, estabelecendo no instrumento o critério, forma e periodicidade de seu reajuste e procedimento para faturamento e pagamento dos serviços contratados,

(c) especificação dos atos, eventos e procedimentos médico-assistenciais que exijam autorização administrativa da operadora,

(d) prazo de vigência do contrato e critérios para prorrogação, renovação ou rescisão, e

(e) penalidades em caso de descumprimento das obrigações assumidas pelas partes.

Especificamente quanto àperiodicidade de reajuste do valor dos serviços contratados, a nova regra ainda estabelece que ela seráanual e deveráocorrer no prazo improrrogável de 90 dias contados do início de cada ano-calendário. Caso seja superado esse prazo sem a devida correção, háprevisão legal para que o índice de reajuste seja definido substitutivamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que éo órgão responsável também pela regulamentação e fiscalização dessas novas disposições legais.

Para os médicos este éo ponto mais importante da nova lei, que visa encerrar um longo e desgastante ciclo de embates entre a classe médica e as operadoras de planos de saúde, as quais historicamente sempre foram reticentes em sentarem-se àmesa de negociação com as entidades representativas da classe para readequação periódica e necessária dos honorários médicos.

Bem verdade que não se trata de regramento inteiramente novo, pois ANS jávinha, ao longo dos anos, promovendo discussões e editando regulamentação relacionada aos requisitos para a celebração de instrumentos jurídicos entre as operadoras de planos de assistência àsaúde e prestadores de serviços de saúde, a exemplo da Instrução Normativa n°49/2012, que define a forma e os critérios de reajuste do valor dos serviços contratados entre operadoras e prestadores de serviços de saúde, dentre outras mais antigas.

Constata-se que as disposições introduzidas pela Lei 13.003/2014 refletem as condições que jáhaviam sido estabelecidas em regulamentações esparsas da ANS, que igualmente jáprevia penalidade de advertência e/ou multa em caso de infração às regras de formalização dos instrumentos firmados com pessoa física ou jurídica prestadora de serviço de saúde, conforme exemplifica o artigo 43 da Resolução Normativa n°124/2006.

Todavia, e apesar do arcabouço regulatório jáexistente, não raro travavam-se discussões envolvendo o relacionamento entre operadoras de plano de saúde e prestadores de serviços de saúde, o que levou a ANS atémesmo a instaurar a “Câmara Técnica sobre Monitoramento da Contratualização”, em setembro de 2013.

Por sua vez, a Lei n°13.003/2014, visa suprir essa lacuna e mitigar os conflitos envolvendo o relacionamento entre operadoras e prestadores de serviço, evitando o rompimento abrupto dessas relações. Quem acaba sendo beneficiado a longo prazo são os usuários dos planos de saúde, que poderão contar com maior estabilidade na rede de cobertura de seus planos e por certo serão atendidos por profissionais mais valorizados e satisfeitos.

Neste enfoque, as alterações trazidas pela nova lei são de grande valia para os consumidores, pois ela traz a ampliação das regras de substituição de hospitais contratados, referenciados ou credenciados — prevista no texto original do artigo 17 da Lei de Planos de Saúde — que agora passa a abarcar todos os prestadores de serviço de saúde, tais como médicos, laboratórios, clínicas e outros profissionais de saúde, além dos hospitais. A obrigação de comunicação prévia aos consumidores, com prazo mínimo de 30 dias de antecedência contados da data de substituição por prestador equivalente, foi mantida, visando resguardar a continuidade de tratamentos em curso.

Tais importantes alterações, em nosso sentir, traz ao usuário a garantia de que o plano de saúde contratado em um determinado ano seguirácom sua rede prestadora mantida nos anos subsequentes, e o consumidor não veráa cobertura do seu plano minguar com o passar do tempo, como vinha acontecendo em alguns casos.

Veja a nova redação dada pela nova lei ao artigo 17 da Lei dos Planos de Saúde:

Art. 17. A inclusão de qualquer prestador de serviço de saúde como contratado, referenciado ou credenciado dos produtos de que tratam o inciso I e o §1o do art. 1o desta Lei implica compromisso com os consumidores quanto àsua manutenção ao longo da vigência dos contratos, permitindo-se sua substituição, desde que seja por outro prestador equivalente e mediante comunicação aos consumidores com 30 (trinta) dias de antecedência.

Por fim, salienta-se que a nova lei em comento, publicada em junho passado, conta com uma vacatio legis de 180 dias para início de sua vigência (que passa a ser dezembro de 2014). A partir de então as operadoras estarão obrigadas a buscar a formação de contratos que preservem uma maior estabilidade e duração da relação entre si e os diversos prestadores de serviço de saúde e, em paralelo, ofereçam maior segurança aos consumidores de planos de saúde.

Escrito por: Rodrigo Machado Leal. Advogado especialista em Direito Médico – OAB/SC 20.705

 

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A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) informa aos Médicos do Brasil que há uma organização Sindical prevista em Lei que estabelece Entidades de primeiro, segundo e terceiro graus. Os Sindicatos são organizações de primeiro grau, que para existirem precisam representar, ou ter como filiados, pelo menos um terço dos médicos de sua base. A FENAM é a representação Sindical de segundo grau, tendo responsabilidade de organizar e coordenar a unidade e as lutas nacionais, além de cobrar as contribuições onde a base estiver desorganizada.

 
Sobre um suposto pedido de desfiliação de Sindicatos à FENAM, informamos que recebemos atas de Pará, Acre e Roraima, sem assinatura e comprovação dos presentes na suposta assembleia em que seria apreciado esse pedido. Informamos que se tal acontecer, deverá ser analisado pela nossa assessoria jurídica para providências cabíveis, além de encaminhamento para o Conselho Deliberativo para decisão. Até lá, fica sem efeito o pedido solicitado.

 

Sobre o pedido de desfiliação da Federação dos Médicos da Amazônia da FENAM, informamos que essa figura jurídica não existe na nossa hierarquização, já que a Lei não prevê uma federação filiada a outra federação. No estatuto da FENAM existe uma regional Amazônia, que é composta pelos sindicatos filiados à FENAM, dessa região.

 

Dessa forma não há qualquer fundamento ou legalidade no processo de desfiliação do que não existe, tratando-se de mero factoide, sem significação política, jurídica ou organizacional.

 

A FENAM reafirma seu propósito de manter unido o movimento sindical brasileiro, por entender ser esse o desejo dos médicos e por não aceitar manobras divisionistas que só favorecem os que têm tentado desestruturar e destruir a nossa profissão, a que esses se associam consciente, inconsciente e inconsequentemente.

Fonte: Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)

 

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A troca de plantão é uma prática comum entre os médicos plantonistas de uma mesma unidade que laboram em regime de escala de plantão. Para adequar a escala de trabalho aos seus compromissos, seja por ocorrer choque de plantões com outra instituição de saúde, seja para usufruir de um compromisso pessoal, o médico plantonista socorre-se aos seus colegas trocando o plantão.

Essa troca raramente é comunicada ao diretor técnico da unidade, responsável pela escala de plantão que por vezes é surpreendido com outro médico que não o escalado para o turno.

Ocorre que, na impossibilidade de comparecimento do médico substituto, quem responde pela falta é o médico substituído, aquele escalado previamente, implicando inclusive em infração ética passível de punição perante o Conselho Regional de Medicina.

Isso ocorre porque a responsabilidade de assumir o plantão é do médico previamente escalado. Tal responsabilidade só é transferida, formalmente, a outro profissional quando comunicado e autorizado pelo diretor técnico, eximindo, assim, de responsabilidade, o médico substituído, sendo transferida integralmente ao médico substituto.

Essa comunicação deve ser realizada por escrito, seja por meio eletrônico ou por comunicação interna, direcionada ao Diretor Técnico com antecedência razoável para uma resposta de confirmação.

Fonte: Vanessa Vieira Lisboa de Almeida – OAB/SC 28360

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Apesar dos esforços dos sindicatos médicos, a contribuição sindical, tributo obrigatório, recolhe, em média, 20% a 30% um valor inferior ao que deveria ser arrecado.  Essa inadimplência preocupa a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e os sindicatos, uma vez que esse recurso é quem financia as atividades sindicais, e resultam em benefícios a todos os médicos.  O assunto foi discutido na noite desta quinta-feira (29), em Brasília, pelas assessorias jurídicas dos sindicatos e da FENAM.
 
 
Na ocasião, os advogados da FENAM orientaram que os sindicatos devem, em caso de inadimplência do médico, cumprir a Lei e fazer a cobrança do tributo judicialmente. A orientação é baseada no artigo 606 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que prevê: “Às entidades sindicais cabe, em caso de falta de pagamento da contribuição sindical, promover a respectiva cobrança judicial, mediante ação executiva, valendo como título de dívida a certidão expedida pelas autoridades regionais do Ministério do Trabalho”, afirma.
 
 
O montante recolhido é distribuído entre cadeia de representação dos médicos, como os sindicatos, as federações, as confederações e à Conta Especial Emprego e Salário, administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Pela Lei, 60% são destinados aos sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para o MTE, que realiza vários programas de aperfeiçoamento, treinamento e educação continuada.
 
 
Na reunião, o assessor jurídico da FENAM, Antônio Alves, explicou aos advogados que os sindicatos são obrigados a promover a cobrança judicial dos débitos gerados pela inadimplência na contribuição sindical. “O risco que os sindicatos têm ao não promover essas cobranças é vir a ser responsabilizados por omissão, porque a contribuição é compartilhada pela federação, confederação, centrais sindicais e MTE. A orientação é para que os sindicatos que não estão recebendo os impostos sindicais promovam as cobranças contra os profissionais que deixaram de pagar”, alertou.
 
 
De acordo com o diretor de Finanças da FENAM, Mário Ferrari, a orientação é que os sindicatos cumpram o que prevê da Lei e também observem se as prefeituras e secretarias têm arrecado o tributo dos médicos e repassado para os sindicatos gerais, como os dos servidores públicos, que não representam a categoria médica. “Há vários sindicatos empenhados em arrecadar desses municípios e repassar diretamente para os que trabalham na negociação trabalhista. Os sindicatos médicos lutam por ampliação profissional, realizam a negociação de salário e melhorias nas condições de trabalho do médico. O outro aspecto é que a inadimplência dos médicos deixa esses profissionais em condições irregulares para o exercício profissional”, destacou.
 
 
 
Para o membro do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, Eglif Negreiros, há uma preocupação grande em relação à inadimplência, uma vez que o pagamento é obrigatório. “Nós entendemos que o colega médico não pagando o imposto sindical gera um dano ao sindicato. A gente defende que coloque em prática as regras e que haja uma cobrança judicial, pois quem não pagou terá que pagar judicialmente”, destacou o médico.
 
 
 
Na avaliação do presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, as entidades médicas tem procurado alternativas para diminuir essa inadimplência. De acordo com ele, nos últimos anos, mesmo diante dessa situação tem aumentado o número de pagantes devido as grandes lutas desenvolvidas no último ano. “Nós lutamos pelo Ato Médico, contra o Mais Médicos e essas ações constantes no parlamento brasileiro, como criação da carreira médica, a defesa do piso FENAM e a contratualização dos planos de saúde têm dado visibilidade ao movimento médico”, afirmou o presidente da FENAM. 
 

Fonte: Valéria Amaral 

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FRAUDE CONCURSO PÚBLICO

A possível fraude na emissão de boletos da contribuição sindical pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) será denunciada na Vara do Trabalho do Estado na próxima semana, pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM). O fato chegou ao conhecimento da FENAM através da denúncia de um médico do Pará que questionou o ato do dr. João Gouveia sobre a mesma prática do Simesp que estava sendo executada pelo Sindmepa.

 

 

A FENAM ajuizará ações criminais e indenizatórias após surgirem suspeitas de tentativa de simulação do imposto sindical, quando o Sindmepa enviou boletos de cobrança aos médicos paraenses, chamada “contribuição ao sindicato” feita por um banco diferente da Caixa Econômica. O pagamento deste boleto não quita a obrigação do médico com o pagamento do tributo, alerta a FENAM.

 

 

 

A fraude teve como objetivo a sonegação da distribuição do imposto sindical. A FENAM tomou conhecimento de uma reunião realizada em São Paulo, coordenada pelo presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, com o sindicato do Pará e outros dois sindicatos, para definição de uma estratégia para “asfixiar financeiramente” a FENAM. A fonte revelou que o plano foi acolhido pelos diretores do sindicato do Pará, como Waldir Cardoso e João Gouveia.

 

 

A ação definida por esse grupo seria a emissão de um novo boleto chamado “Contribuição ao Sindicato”, cobrada por outro banco, ao invés da emissão do boleto da Contribuição Sindical dentro do padrão Caixa Econômica, impedindo o rateio previsto em Lei, onde o recurso é distribuído automaticamente aos sindicatos, federações, confederações e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

 

 

 

A FENAM já ajuizou ação contra o Simesp na 66ª Vara do Trabalho do Estado, local onde ocorreu a primeira audiência nesta quarta-feira (14), em São Paulo. Para análise das provas apresentadas pela FENAM, o Fórum Trabalhista Ruy Barbosa marcou nova audiência para o dia cinco de agosto de 2014.

 

 

Também serão encaminhadas denúncias ao Ministério Público por fraude fiscal. A acusação será apresentada contra Waldir Cardoso, João Gouveia e outros membros do Sindmepa, uma vez que a diretoria é colegiada e respondem em solidariedade pela fraude cometida.

 

 

A ARRECADAÇÃO DE 2014 É COMPENSADA POR OUTROS SINDICATOS

 

 

Apesar da tentativa de fraude do Simesp no montante de meio milhão de reais e do Sindmepa, a arrecadação da Contribuição Sindical de 2014 dos outros sindicatos que compõe a FENAM compensou o rombo. Houve, na verdade, um crescimento no desempenho na arrecadação de vários sindicatos, como: Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Ceará, Santa Catarina, entre outros. Em 2013, entre janeiro e abril, foram recolhidos pela Contribuição Sindical a quantia de R$ 2,4 milhões. No mesmo período, em 2014, esse valor praticamente se manteve, sendo angariado, no total, R$ 2,2 milhões.

 

 

“O que ocorre, atualmente, é que com o aumento das lutas dos sindicatos de base e com o aumento da credibilidade das instituições médicas e, particularmente da FENAM, há um crescente interesse dos médicos a se associarem aos sindicatos e, consequentemente, contribuírem financeiramente para as causas do movimento médico. Dessa forma, mesmo com a fraude de São Paulo, Pará e outros poucos sindicatos, não haverá nenhum prejuízo nas ações desenvolvidas pela FENAM, o que inclui a contínua defesa das bandeiras de luta, como a desprecarização do trabalho médico, a implantação do Piso FENAM, a carreira médica, o reajuste nos honorários médicos da saúde suplementar, e o respeito aos direitos humanos na saúde”, afirmou o presidente da FENAM.

 

Fonte: FENAM

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A possível fraude na emissão de boletos da contribuição sindical pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) desviou dos médicos brasileiros aproximadamente meio milhão de reais referente à Contribuição Sindical. O assunto foi motivo da 1ª audiência no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa e na 66ª Vara do Trabalho do Estado, nesta quarta-feira (14), em São Paulo. 

 

A FENAM ajuizou ações criminais e indenizatórias após surgirem suspeitas de tentativa de simulação do imposto sindical, quando o Simesp enviou boletos de cobrança aos médicos paulistas, chamada “contribuição ao sindicato”, no valor de R$ 230,00, pelo Banco Itaú, em fevereiro deste ano. A FENAM teve acesso a esse boleto, e apensou ao processo. A cobrança, apesar de aparentar ser o imposto sindical obrigatório, na verdade, trata-se de um recolhimento que não tem amparo legal. O pagamento deste boleto não quita a obrigação do médico com o pagamento do tributo, alerta a FENAM. 

 

Levantamento realizado pela FENAM apurou que, em 2014, entre os meses de fevereiro e março, o recolhimento dos médicos de São Paulo para a FENAM, provavelmente por emissão individual do imposto no site da Caixa Econômica Federal, foi de R$ 15,8 mil. No mesmo período do ano passado, o recolhimento para a FENAM referente à emissão dentro do mecanismo legal foi de R$ 492,5 mil – valor corresponde aos 15% que a federação legalmente tem direito. “Este é o tamanho da fraude”, apontou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira. 

 

Além do presidente da FENAM, participaram da audiência: o secretário de Saúde Suplementar, Márcio Bichara; o diretor de Formação Profissional e Residência Médica, Antônio José; o membro da CAP-FENAM, Eglif Negreiros; o membro do Sindicato dos Médicos de Santo André e Região, Carlos Carvalho; o tesoureiro do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Luiz do Amaral (Dr. Bigú); e o advogado da FENAM, Luiz Felipe. Na defesa, estavam o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, e o advogado do Simesp. 

 

Para análise das provas, o Fórum Trabalhista Ruy Barbosa marcou nova audiência para o dia cinco de agosto de 2014. A FENAM impetrará uma nova ação, ainda essa semana, contra o Simesp uma vez que o sindicato não seguiu o Termo de Ajusta de Conduta (TAC) feito com o Ministério Público Federal, em 2004, quando se comprometeu a realizar a cobrança da Contribuição Sindical dentro dos moldes legais. A nova ação da FENAM cobrará, também, o acumulativo dos débitos do Simesp referente aos dez anos em que não houve o recolhimento. Os dados serão revelados através de pericia contábil. A FENAM alerta que, quanto aos outros sindicatos que se associaram à fraude, serão impetradas ações locais junto à Vara Trabalhista e o Ministério Público do Trabalho. 

 

A ESTRATÉGIA DO POSSÍVEL CRIME

 

A FENAM tomou conhecimento de uma reunião realizada em São Paulo, coordenada pelo presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, com o sindicato do Pará e outros dois sindicatos, para definição de uma estratégia para “asfixiar financeiramente” a FENAM. A fonte revelou que o plano foi acolhido pelos diretores do sindicato do Pará, como Waldir Cardoso e João Gouveia. 

 

A ação definida por esse grupo seria a emissão de um novo boleto chamado “Contribuição ao Sindicato”, cobrada por outro banco, ao invés da emissão do boleto da Contribuição Sindical dentro do padrão Caixa Econômica, impedindo o rateio previsto em Lei, onde o recurso é distribuído automaticamente aos sindicatos, federações, confederações e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

 

A ARRECADAÇÃO DE 2014 É COMPENSADA POR OUTROS SINDICATOS

 

Apesar da tentativa de fraude do Simesp no montante de meio milhão de reais, a arrecadação da Contribuição Sindical de 2014 dos outros sindicatos que compõe a FENAM compensou o rombo. Houve, na verdade, um crescimento no desempenho na arrecadação de vários sindicatos, como: Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Ceará, Santa Catarina, entre outros. Em 2013, entre janeiro e abril, foram recolhidos pela Contribuição Sindical a quantia de R$ 2,4 milhões. No mesmo período, em 2014, esse valor praticamente se manteve, sendo angariado, no total, R$ 2,2 milhões.

 

 “O que ocorre, atualmente, é que com o aumento das lutas dos sindicatos de base e com o aumento da credibilidade das instituições médicas e, particularmente da FENAM, há um crescente interesse dos médicos a se associarem aos sindicatos e, consequentemente, contribuírem financeiramente para as causas do movimento médico. Dessa forma, mesmo com a fraude de São Paulo, Pará e outros poucos sindicatos, não haverá nenhum prejuízo nas ações desenvolvidas pela FENAM, o que inclui a contínua defesa das bandeiras de luta, como a desprecarização do trabalho médico, a implantação do Piso FENAM, a carreira médica, o reajuste nos honorários médicos da saúde suplementar, e o respeito aos direitos humanos na saúde”, afirmou o presidente da FENAM.


Fonte: FENAM 

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